Obras caseiras seguram prejuízos do setor de materiais de construção

Quem se ocupou com alguma atividade durante a quarentena acabou ajudando o segmento de lojas de materiais de construção em Manaus. Muitos aproveitaram o isolamento social para fazer reparos em casa, retocar a pintura, aprimorar o acabamento e até ampliar os espaços.

Além de funcionar como uma terapia, o tempo de reclusão foi uma oportunidade para o consumidor melhorar o visual na residência, tornar o local mais aconchegante e dar aquele up grade tão desejado. Essas pequenas atividades serviram ainda para aumentar a autoestima e driblar os impactos psicológicos causados pelo confinamento de quase três meses.

Bom para clientes e lojistas, que puderam amargar menos perdas com a crise na saúde. De acordo com empresários, os itens mais procurados foram tintas, pincéis, objetos de decoração, vasos sanitários e tampas, materiais de eletricidade, entre outros utensílios de primeira necessidade, além de cimento, tijolos e areia. E ainda produtos para acabamento.

A boa notícia é que essas pequenas obras mantiveram circulando o dinheiro nesse nicho de mercado num momento em que praticamente toda a economia esteve parada. Enquanto muitos setores foram obrigados a dispensar funcionários ou a dar férias coletivas em função das restrições impostas pelo Ministério da Saúde, as empresas revendedoras de materiais de construção puderam operar como serviços essenciais à população.

“Para não ficar dentro de casa sem fazer nada, usei a criatividade para melhorar o meu espaço. Coloquei novos papéis de parede, dei uma pintadinha, reformei um pouco a sala, a cozinha, tudo na medida de meu orçamento”, conta Andrea Ribeiro, estudante de design. “Também aproveitei para exercitar técnicas de decoração, uma atividade que muito me agrada”, acrescenta.

Os lojistas avaliam, porém, que estão longe de alcançar o bom fôlego nas vendas de antes da pandemia, segundo empresas do setor. Os negócios nesse período não foram suficientes para amenizar os impactos negativos. Mas a classe mantém o otimismo.

Compreensível, logo agora que as atividades de outros segmentos começaram a retornar. No entanto, já é um consenso entre os especialistas: o setor de vendas de materiais de construção foi um dos que menos sentiram as consequências da economia paralisada com a pandemia da covid-19.

Impactos

Segundo a associação nacional que coordena os lojistas de materiais de construção, a demanda caiu pelo menos 50% durante a quarentena, mas o desempenho seria muito mais desastroso se as empresas tivessem ficado por tanto tempo sem funcionar.

Em Manaus, as lojas tiveram que se ‘reinventar’ para manter os clientes e atrair outros, oferecendo desde serviços de delivery até descontos de pelo menos 30%, dependendo das opções de compra (em espécie, cartão de débito ou crédito). A concorrência esteve acirrada.

No entanto, as lojas de produtos de decoração alavancaram as vendas pela internet. E foram as que melhor se adaptaram no período, segundo consultores. Muitas chegaram a registrar de 50 a 60 pedidos de produtos por dia, em média. E ainda atenderam um universo de pelo menos 300 clientes por semana.

“Os itens mais procurados foram para otimizar espaço, cozinha, quadros, secador de talher, porta-prato, espelho, vasos arrojados, enfim, produtos de decoração em geral”, diz Erick Bandeira, gerente de operações de uma empresa do segmento. “Foram segmentos que alavancaram as vendas”, ressalta.

A expectativa agora é de um maior crescimento nas vendas do comércio com a reabertura das atividades de outros nichos de lojistas. Ontem, novas lojas foram autorizadas a reabrir na capital.

Para o presidente da CDL-Manaus (Clube dos Diretores Lojistas de Manaus), Ralph Assayag, o Dia dos Namorados é um bom ‘termômetro’ para mensurar como os negócios devem começar a se comportar na região a partir de agora.

“Dificilmente, atingiremos o mesmo pico de antes da pandemia. Agora, vai depender de todos nós -empresários e consumidores –de como vamos nos empenhar nas medidas de prevenção ao novo coronavírus para poder alavancar a economia”, avalia.

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