16 de abril de 2021

Obra vai apoiar propostas da Carta de Manaus

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A Cúpula Amazônica de governos locais, que acontece no período de 7 a 10 de outubro, em Manaus, terá uma importante ferramenta que ajudará a formular as propostas que irão compor a Carta de Manaus

A Cúpula Amazônica de governos locais, que acontece no período de 7 a 10 de outubro, em Manaus, terá uma importante ferramenta que ajudará a formular as propostas que irão compor a Carta de Manaus. O documento será entregue na COP 15 (Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança de Clima), em Copenhague (Dinamarca). Durante o evento, será lançado o livro “Governos Locais Amazônicos e as Questões Climáticas Globais”. A obra foi elaborada por pesquisadores da região e contém informações sobre a relação intrínseca entre a floresta amazônica e as mudanças climáticas globais.
Segundo um dos autores do livro e cientista do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), Niro Higuchi, a obra é bem acessível, pois apresenta informações básicas sobre a temática para municiar os prefeitos que participarão das discussões. “Queremos colocar os prefeitos da Amazônia como protagonistas desta relação intrínseca”, acrescentou.
No livro, é possível conferir que a verdadeira riqueza da Amazônia é a biodiversidade. Ele explicou que sem floresta grande parte desta riqueza desaparecerá. Por isso, a publicação tenta convencer os prefeitos que os mecanismos de comércio de carbono têm que ser utilizados com um propósito bem definido, que é o combate ao desmatamento para a proteção da floresta em pé.
Entre as ações que podem contribuir com a diminuição dos impactos do desmatamento da Amazônia, Higuchi citou o reflorestamento.Contudo, em curto prazo não é a solução para a neutralização do carbono. “No próprio relatório do IPCC-AR4 (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), que ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 2007, fica claro que a proteção da floresta em pé é melhor do que o reflorestamento como estratégia de diminuição dos impactos das mudanças climáticas”, lembrou.

Pesquisador sugere maior participação de municípios

Sobre a relação entre a floresta amazônica e as questões climáticas globais e o interesse dos governos locais, Niro Higuchi deixou claro que é necessário envolvimento maior no debate. Contudo, o cientista salientou que não tem certeza se a falta de conhecimento interfere no processo. “Tudo acaba acontecendo no município. Se os prefeitos se envolverem na questão, maiores serão as chances de combater as mudanças climáticas globais”, avaliou. Ele acrescentou que ações executadas em municípios -aquelas que geram emissões de gases de efeito estufa- costumam ser ilegais. “Creio que isto acontece pela falta de efetiva participação das lideranças políticas”, disse.
Participaram também da elaboração do livro cientistas do Inpa -Joaquim dos Santos, Adriano José Nogueira Lima, Maria Inês Gasparetto Higuchi e Francisco Gasparetto Higuchi, da Ufam (Universidade Federal do Amazonas) -Henrique dos Santos Pereira- e Fiesc (Faculdade Integrada de Ensino Superior de Colinas) -Ioná Gonçalves Santos Silva Ayres.
A publicação teve apoio da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas), CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), Prefeitura de Manaus, CNM (Confederação Nacional de Municípios) e AAM (Associação Amazonense de Municípios).

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