16 de abril de 2021

Obama nomeia procuradora-geral moderada para Corte

A Suprema Corte é responsável pelos casos críticos dos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou a nomeação da procuradora-geral Elena Kagan, 50, para uma vaga na Suprema Corte do país. Moderada, Kagan terá papel importante para equilibrar os debates sobre os casos mais críticos e polêmicos do país em uma corte de maioria conservadora.
Caso a nomeação seja confirmada pelo Senado dos EUA, Kagan substituirá o juiz John Paul Stevens, 90, voz liberal da Suprema Corte que anunciou em abril passado sua aposentadoria. A expectativa é que, como Stevens, Kagan se una aos outros três juízes liberais na maior parte dos casos avaliados pela corte, controlada por uma maioria de cinco conservadores.
Alguns dizem, contudo, que em sua segunda nomeação em dois anos, Obama procurava não apenas alguém de tendência liberal, mas um líder convincente que poderia atrair o voto do juiz Anthony M. Kennedy, que oscila entre tendências liberais e conservadoras.
Obama quer ainda conter o que vê como uma guinada para a direita do tribunal. Desde a decisão de invalidar o pedido de restrições aos gastos em campanha, com base na liberdade de expressão, Obama tem criticado publicamente o tribunal, mesmo durante o seu discurso do Estado da União, com juízes no audiência.
A medida que pressiona uma agenda de expansão do poder do governo, Obama se preocupa com a chegada de mais um conservador na Suprema Corte, o que poderia se tornar um obstáculo. Afinal, a Suprema Corte pode receber processos contra o governo Obama por sua ambiciosa política de reforma do sistema de saúde, além de restrições às emissões de carbono e as práticas de combate ao terrorismo.
Analistas dizem que a aprovação de Kagan será tranquila, apesar de ser um processo carregado de divisões políticas. Kagan deve enfrentar duros questionamentos de republicanos em temas como sua oposição ao recrutamento no campus de Harvard, onde era reitora, porque a política “não pergunte, não conte”, que veta gays assumidos nas Forças Armadas, era contra a política antidiscriminação na faculdade.

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