Obama acredita em “melhores dias à frente” e promete estímulo econômico

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que vê “melhores dias pela frente” para o país, depois que o relatório do Departamento de Trabalho mostrou que o setor privado criou milhares de empregos em agosto. Mas o relatório do Departamento de Emprego divulgado hoje não foi de todo positivo. A economia norte-americana perdeu 54 mil vagas em agosto e a taxa de desemprego subiu para 9,6%, de 9,5%.
Em um discurso acompanhado de sua equipe econômica no Rose Garden, na Casa Branca, Obama afirmou que é “positivo” o setor privado ter criado 67 mil empregos no mês passado, marcando o oitavo mês consecutivo de crescimento no nível de emprego no setor. O presidente reconheceu, entretanto, que a economia não está se recuperando rápido o bastante e defendeu os esforços de sua administração para acelerar o crescimento.
“Não existe uma solução rápida para a pior recessão que tivemos desde a Grande Depressão”, comentou Obama em um breve discurso, acompanhado do secretário de Tesouro, Timothy Geithner, e da presidente do Conselho de Assessores Econômicos, Christina Romer. O presidente também afirmou que vai detalhar novas políticas para estimular a criação de empregos na semana que vem. Obama tem dito que quer prorrogar a redução de impostos para norte-americanos de classe média e que está considerando medidas para reforçar a infraestrutura do país.
Obama disse que está confiante em que os EUA estão indo na direção certa. “Nós ainda somos os líderes mundiais em inovação, descobertas e empreendedorismo. Se quisermos fazer o melhor, não para a próxima eleição, mas para a próxima geração, então nós faremos com que a economia norte-americana se torne mais forte do que era antes”, acrescentou.
Respondendo a perguntas após seu discurso, Obama foi questionado se arrependeu-se de ter dito que os últimos meses foram “o verão da recuperação”. “Eu não me arrependo da opinião de que nós estamos avançando por causa das medidas que tomamos”, afirmou.
A frágil situação econômica tem pressionado Obama, que está enfrentando cada vez mais críticas em relação aos esforços de estímulo econômico de sua administração, que não seriam suficientes para ajustar a economia. O presidente considera uma segunda rodada de políticas para impulsionar o crescimento dos EUA, embora menos dispendiosas do que as anteriores.

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