27 de maio de 2022

Os taxistas não têm merecido qualquer respeito, assim como o contribuinte brasileiro.

Nosso país enfrenta gravíssima crise econômica e financeira, que atinge todos os brasileiros. Os taxistas que compraram veículo com financiamento bancário são mais afetados: quando atrasem seus pagamentos correm o risco de perder sua fonte de rendimentos.

Enquanto isso somente as instituições financeiras conseguem lucros fantásticos. Veja-se a notícia da última quinta-feira: Santander Brasil lucra R$ 4,3 bilhões no terceiro trimestre, alta de 12,5%” (Folha) e “Lucro do Santander cresce 12,5% no 3º trimestre e vai a R$ 4,3 bi” (Estadão).

Claro está que bancos foram criados para dar lucros, da mesma forma que táxis foram criados para não ficar no ponto… Mas estes sofrem uma terrível e desleal concorrência, que em alguns casos tangencia a criminalidade: os carros por aplicativos!

Consta que os motoristas de aplicativos em São Paulo, por exemplo, sejam perto de 300 mil e os taxistas pouco mais de 10% disso. E cerca de 25% desses motoristas deixaram de trabalhar desde o início da pandemia. As tarifas não sofrem reajustes desde 2015.

Mas o pior de tudo é que boa parte das empresas ou “plataformas” de aplicativos não recolhem os tributos ou encargos legalmente devidos. Pelo menos uma delas tem sede ou matriz no exterior.

A empresa de aplicativos também faz a gestão das reclamações dos passageiros, inclusive sobre o próprio motorista. Exerce unilateralmente seu poder diretivo e sancionatório de acordo com sua exclusiva deliberação ou mediante critérios inseridos nos comandos automatizados.

Motoristas de aplicativo são trabalhadores que, como os outros, lutam pela sobrevivência. Há quem prefira os táxis por uma série de motivos. Como autônomos, inexiste empresa que lhes possa proporcionar descontos em postos de gasolina. Também não há registros de que cancelem corridas por alguma razão que não explicam ou que promovam ações trabalhistas contra empresas que descumprem a legislação trabalhista…

O taxista, assim como o contribuinte, sofrem cada vez mais os efeitos da crise. Queira Deus que ambos sobrevivam a ela.

Foto/Destaque: Divulgação

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