Quando você quer fazer sucesso com o tipo de trabalho que escolheu para o resto da vida, não deve medir sacrifícios, ainda que isso signifique deixar para trás sua família, seus amigos, sua cidade, porque os resultados, mais cedo ou mais tarde, aparecem.
Este é o caso do músico Sérgio Carvalho, que começou a tocar muito cedo, por influência do pai, aos 12 anos, e se apaixonou pelo baixo elétrico. E já se vão 30 anos. “Em Manaus, toquei em muitas bandas com amigos, na época da escola, na década de 1980. Com 15 anos comecei a trabalhar na noite manauara com artistas como Cileno, Raulney e Roberto Dibo. Em 1992, quando estava com 20 anos, meu amigo Márcio Guimarães, também amazonense, me convidou para integrar a companhia de teatro musical ‘Os Menestréis’, do Oswaldo Montenegro. Não pensei duas vezes em mudar para São Paulo. De lá para cá estudei teoria musical na escola do Zimbo Trio (Clam) e tive a oportunidade de, tocando baixo, trabalhar com muita gente”, recordou.
A “muita gente” a que Sérgio Carvalho se refere são apenas Oswaldo Montenegro, Djavan, Rita Lee, Seu Jorge, Zeca Baleiro, Sandy e Júnior, César Camargo Mariano, Zélia Duncan, Cláudio Zoli, Simoninha, Jair Oliveira, Pedro Mariano, Luciana Mello entre vários outros nomes consagrados da MPB. “Há um ano integro a banda ‘O Teatro Mágico’, com a qual venho excursionando pelo Brasil todo divulgando o CD “Grão do Corpo”, falou, em entrevista para o Estilo de Vida, diretamente de São Paulo.
“A agenda do Teatro Mágico é bem cheia, fazemos muitos shows e tenho também meu trabalho autoral, o CD homônimo, que irei lançar dia 4 (hoje), aqui em São Paulo, no Teatro UMC (www.teatroumc.com.br)”.

Aproveitar as oportunidades
“Grão do Corpo” tem oito composições de Sérgio e uma parceria com o amigo e compositor paulista Diogo Poças. “Nesse trabalho resgato minha infância em Manaus, minha família, a paisagem local, minhas vivências. Filmes, lugares que conheci, sentimentos que trago em mim. Além disso, traz referências de músicas que ouvi no decorrer da minha vida e carreira, como música africana, flamenca, árabe, black music, música cubana, pop, jazz, música brasileira, entre outras. Convidei o Thiago Rabello para produzir o disco comigo, os arranjos foram coletivos e tudo foi registrado pela Dani Gurgel, que é produtora executiva do disco e fez a arte do CD e os vídeos da gravação”, contou. “Grão do Corpo” está sendo distribuído pela Tratore e também está disponível no Deezer e iTunes.
O disco foi todo gravado ao vivo, sem nenhuma interferência tecnológica, “pois quis deixar registrada a música tocada com o clima daquele momento”, explicou. Gravaram o disco junto com Sérgio os músicos Conrado Goys, na guitarra; Agenor de Lorenzi, nos teclados; Moog, Rhodes e Marcelo Freitas, nos sax tenor e soprano; Thiago Rabello na bateria e Sérgio, lógico, no baixo. “E por que o baixo elétrico? O baixo talvez não tenha destaque por não ser um instrumento de solo, mas é um instrumento indispensável numa base musical, em qualquer estilo de música e arranjo. É um instrumento de harmonia, melodia e ritmo ao mesmo tempo”, ensinou.
Sobre como trilhar um caminho de sucesso, Sérgio dá algumas dicas. “Qualquer pessoa que queira ser um músico profissional, precisa se dedicar diariamente ao instrumento e ouvir todo tipo de música. Ter um bom instrumento e equipamentos é fundamental, saber se relacionar com as pessoas e estar preparado para aproveitar as oportunidades, quando elas surgirem, já é um bom começo”, riu.

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