16 de abril de 2021
A mais simples e elementar explicação para o sucesso do agronegócio no Brasil, responsável por não estarmos em taxas negativas de crescimento, é a pouca intervenção do Estado na atividade empresarial

A mais simples e elementar explicação para o sucesso do agronegócio no Brasil, responsável por não estarmos em taxas negativas de crescimento, é a pouca intervenção do Estado na atividade empresarial. Não existe “uma agência reguladora” do setor, embora este seja prejudicado pelo alto custo dos fretes, dos embarques, dos impostos e da falta de estímulos para irrigação e outros ganhos. Mas os implementos têm sido beneficiados por isenções fiscais e financiamentos do BNDES, deve-se ressaltar.
Pouca gente registra que devemos ao governo Sarney, através de seu ministro José Hugo Castelo Branco, o fechamento do Instituto do Café e o do Açúcar e Álcool, focos de negócios duvidosos e de prejuízos ao erário. Temos, hoje, uma cafeicultura e o setor sucroalcooleiro com qualidade, mercado e competitividade. E sem amparo na burocracia e na intervenção do passado. Também foi Sarney quem acabou com entidades para controlar a borracha. Antes, os gaúchos já haviam fechado o Instituto do Arroz.
A grande tragédia do desastre soviético foi justamente no agronegócio, que provocou fome e a maior matança da história, na fúria de Stalin, com a queda na produção de suas “fazendas coletivas”. Cuba mesmo produz, atualmente, a metade do açúcar de antes do comunismo. Há mais de meio século.
No entanto, o sucesso que nos faz disputar a liderança mundial em açúcar, café, carne, soja e frango leva ao inconformismo os intervencionistas. Daí, a tolerância com o MST, os excessos do Código Florestal, as “doações” a índios e quilombolas. Em Roraima, como se sabe, terminaram com a autossuficiência de arroz.
O setor responde tão bem, que até no Estado do Rio, onde a participação no PIB não chega aos 3%, um simples empurrão do governo estadual permitiu que o Rio voltasse a ser independente em leite e lácteos. A usina de beneficiamento da Nestlé, em Três Rios, é a mais moderna do Brasil.
Um olhar para estados que estão subaproveitados, como Pará e Maranhão, poderia muito bem colaborar para a elevação do nível de renda local, que é dos mais baixos do país. E a consolidação de Mato Grosso, que depende da estrada Cuiabá-Santarém, emperrada no trecho paraense.
É de se registrar que os governos petistas tiveram a sabedoria de nomearem ministros do ramo, que conhecem e acreditam na iniciativa privada. Uma ajuda, neste momento de dificuldades, seria menos custoso e de resposta mais rápida.

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