6 de dezembro de 2021

Como Economista e pesquisador tenho conhecimentos para saber e dizer, que nunca será fácil uma sociedade conquistar o progresso, o crescimento e o desenvolvimento econômico, notadamente, quando os todos os fatores, internos e externos, apresentam cenário desfavorável, como ocorre nessa pandemia do COVID-19.

Quando esse cenário é prevalente, o desemprego, a pobreza e a fome grassam no tecido social, quebrando as esperanças e as expectativas sociais, quando os mercados relutam sem equilíbrio, com aumento de desconfiança de investidores (desinvestimento e desindustrialização) e de consumidores e a sensação de fracasso total.

Atualmente, não se vê como será revertido esse imenso desemprego de 14,3%, mais os desalentados e, mais os desempregados de atividades informais que precisam trabalhar para levar comida para a família em casa todos os dias, parados em face do lockdown e do fechamento de empresas em geral. Os auxílios emergenciais de governos federal, estadual e municipal veem na hora mais precisa, mas não são suficientes e não conseguem reverter as precárias condições em que vive parcelas dos mais carentes da população.

Quando em fevereiro/março de 2020 se percebeu os primeiros choques de oferta e de demanda, diminuindo-as com o fechamento das atividades econômicas e isolamento social. Já em março, em todo o Brasil foram adotadas medidas de isolamento social, implementadas com o intuito de desacelerar a taxa de contaminação da população e, consequentemente, evitar o colapso do sistema de saúde, que aconteceria mais adiante em quase todos os Estados.

Conforme Ministério da Economia previa que os impactos do COVID-19 na economia brasileira seriam apenas redução das exportações, queda no preço de commodities e, consequentemente, piora nos termos de trocas comerciais, interrupção da cadeia produtiva de alguns setores industriais, queda nos preços de ativos e piora das condições financeiras, e redução no fluxo mercadorias e de pessoas.

Na medida em que a incerteza sobre o cenário econômico se espalhava, investimentos e o consumo de bens e serviços foram postergados ou cancelados e caíram drasticamente, tanto internamente, quanto externamente, uma vez que a redução das atividades econômicas em outros países impactou negativamente no volume e no preço das exportações brasileiras. Com a diminuição das atividades econômicas, notadamente, no comércio, provocou uma desaceleração geral na economia, redução da produção e da jornada de trabalho (com adoção de forma de trabalho, em tele-trabalho e em home-office), demissão de trabalhadores, aumento de falências e retração da oferta de crédito pelo setor bancário, devido à ampliação do risco e desinvestimentos.

Observa-se que a confiança do empresariado caiu consideravelmente, e como a pandemia COVID-19 perdura mais grave se torna a crise econômica, com aumento da taxa inflacionária, aumento desmensurado da taxa cambial, e aumento da taxa SELIC, (aumentando de 2% para 2,75% a.a) com aumento considerável do deficit público, e a desmensurada Dívida pública, apesar do Orçamento de Guerra.

A Economia brasileira precisa de instrumentos de Política Econômica (PE) para tentar viabilizar saídas dessa crise, haja vista, a ocorrências de graves indicativos de recessão chegando. E, para agravar a crise brasileira traz ainda um complicador, que se apresenta no fenômeno da desindustrialização.

Para retomar o crescimento econômico, por sua magnitude, irá depender de um grande projeto coletivo, pois sem este, não será possível frear a desindustrialização e vencer a pobreza e o desemprego. Como a pandemia está longe de dar trégua, pois já são mais de 300 mil óbitos, as projeções econômicas são de recessão, com a queda acentuada do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,1% em 2020, sendo a maior contração em 24 anos, conforme o IBGE e, não se pode negar que o auxílio emergencial do Governo Federal teve um impacto econômico positivo no ano passado.

O auxílio emergencial injetou na economia 4% do PIB, foi o maior programa de salvamento de pessoas na história do Brasil, estimulando o comércio e a vendas de alimentos, bem como, teve efeito na construção civil. O Brasil, no que se refere à Economia, parece viver num universo paralelo, quando o mundo inteiro está discutindo a manutenção das taxas de juros, controle da inflação, programa de estímulos ao empresariado de Micro e Pequena Empresas (MPEs), mecanismos da criar empregos e renda para a população, o país parece remar ao contrário, abandonando a política de estímulo econômico.

Como o Brasil está sendo visto, atualmente, como celeiro de mutações do vírus COVID-19 e isso reflete no Sistema Econômico. Ainda não se pode vê luz no fim do túnel econômico, o que afasta os investimentos de empresas, fundamentais para uma retomada sustentável da economia. Contudo, não se pode  de nenhuma forma expropriar a riqueza, como se tem visto pro decisões da Justiça Trabalhista – vide caso das Churrascarias FOGO DE CHÃO – pois a quantidade de riqueza que temos em dólar para ± 210 milhões de pessoas caiu quase 25% em apenas um ano, conforme dados baseado em projeção realizada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que mostram que só a China conseguiu fechar o ano no azul no cálculo em dólar e, fora o Brasil, os dois países que tiveram maior queda percentual dentre as 10 maiores economia do mundo foram Itália ―o primeiro país do ocidente a ser atingido pelo caos da pandemia―, e a Índia, com queda projetada de cerca de 10% no PIB, respectivamente.

O real teve a maior desvalorização entre as moedas de países emergentes, e isso não contribuiu para aumento das exportações, Isso porque em escala global, mesmo as atividades mais extrativistas como minério e agricultura, dependem de investimento em maquinário importado. As exportações caíram 1,8% em 2020, enquanto as importações tiveram uma retração de 10%, conforme dados do IBGE. Para alguns Economistas, o Brasil só poderá sair dessa crise distribuindo riqueza (mais empregos, mais investimentos públicos, mais pacotes de apoio às atividades empresariais com ampliação de crédito bancário, etc), com o Estado redirecionando o crescimento econômico, com as reformas necessárias, como a tributária. 

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