O que fazer com o Balneário do Parque Dez em 2021?

O alerta do cancelamento do leilão do antigo Balneário do Parque Dez pela Prefeitura de Manaus me fez refletir sobre esse patrimônio. Dói, em minha alma, a tentativa de leiloar essa parte histórica e festiva do nosso povo. É um absurdo!

Aos moradores antigos, uma tragédia. Tristeza a quem usufruiu daquele ambiente de águas límpidas. Naquela época não se falava em poluição.

Nosso saudoso Parque Dez foi um centro turístico de Manaus, frequentado por toda a sociedade. O maior “point” desta capital.

Fui um assíduo frequentador. Banhava-me naquele igarapé quase todos os finais de semana. Era muito gostoso. Jamais esquecerei.

Obra idealizada pelo então governador Álvaro Maia, inaugurada em dez de novembro de 1938. Tinha 5 anos de idade.

Considerada área nobre com 33 mil metros quadrados, avaliada em quarenta e seis milhões de reais. Na minha ótica, não tem preço. Deveria ser um patrimônio histórico inalienável.

Parque Dez, jamais serás esquecido. Teu passado é cheio de glórias e belas histórias. Parque Dez, local preferido dos piqueniques e das memoráveis festas juninas. Um Balneário especial.

Será que não encontraremos uma cabeça capaz de elaborar um projeto que prenda a atenção dos amazonenses e preserve a memória daquele espaço? O que mais impressiona é não falar em despoluir nossos igarapés. Ainda bem que o Instituto de Arquitetos do Brasil – Diretório do Amazonas (IAB-AM), após o cancelamento do leilão, propôs à nova gestão da prefeitura que faça um concurso de ideias de urbanismo e arquitetura para que a sociedade participe e seja eleito o melhor projeto para o imóvel. O IAB-AM, em nota, manifestou sua contrariedade a um novo leilão da área e defendeu a elaboração de um plano transparente com participação da sociedade.

Precisamos de união para reverter essa situação.

Que 2021, pós pandemia, possa surgir uma alternativa para manter esse espaço para uso coletivo dos amazonenses, mantendo, logicamente, boa parte da estrutura do nosso eterno e inesquecível Balneário do Parque Dez. O melhor caminho a ser adotado seria a despoluição dos nossos igarapés, manter a estrutura original, e no entorno áreas de lazer e de alimentação para uso de toda a sociedade.

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