7 de maio de 2021

O que ainda posso fazer por 2020

Chegamos ao último mês de 2020 com a certeza que sobrevivemos aos percalços de um ano de muitas oportunidades de crescimento pessoal e coletivo.

Torcendo pela Ciência, ansiosos pela vacina “abolicionista”, aprendemos com a dor do luto a valorizar e lutar pela vida de todas as cores, culturas, credos, gêneros, idade…

Salvá-las, imprimiu à humanidade um objetivo universal: deixaremos de ser números, assumiremos ser uma civilização. Eis a “utopia” como ideia.

O salto tecnológico que nos aproxima, também expõe a miséria de nossas desigualdades. Não podemos ser indiferentes à “cidadania” das populações abrigadas em marquises, vivendo das migalhas de nossos tetos, como se fossem parte de uma “natureza” morta, de uma cidade “defunta”.

Dados do Banco Mundial divulgados em outubro último mostram que a extrema pobreza global deverá aumentar pela primeira vez em mais de duas décadas. Há previsão que a pandemia e a recessão levem cerca de 150 milhões de pessoas (aproximadamente, 1,4% da população mundial) à pobreza extrema (o indivíduo vive com menos de US$ 1,90 por dia – classificado pelo Banco Mundial).  O mesmo relatório aponta que “dentre os novos pobres do mundo, 82% vivem em países considerados de renda média, como o Brasil”.

Na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD 2019), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reconheceu 47,4% da população amazonense como pertencente à extrema pobreza (14,4% da população do Amazonas tinha rendimento menor que US$ 1,90). Para uma análise do triste contraste, temos o pior desempenho entre as unidades da Federação e somos ricos em biodiversidade, em geodiversidade, na economia de empreendimentos industriais…

Parafraseando o saudoso poeta Catulo da Paixão Cearense: “somos podre de rico, mas, também, rico de podres”.

Ao caminhar pelo centro de Manaus nas madrugadas chuvosas desta estação do ano, tal população silenciosa, por vezes, embriagada de frio e fome, clama, apenas, pelo socorro do olhar frente ao descaso consciente.

Quando o evangelista Lucas (10:25-37) descreve uma Parábola do Bom Samaritano, grande ensinamento do Cristo Educador nos remete a pensar que entre ideologias liberais e sociais que não nos convencem, o jovem de Samaria pode ser referência à nossa dita humanidade, civilizada, inteligente, da razão.

Sem as distinções de castas, ou suportado pelas instituições vigentes frente as indiferenças dos que passaram pelo problema, coube ao samaritano a caridade, a ação solidária, a atitude de amor ao próximo.

O mês de dezembro ressalta o nascimento de nosso grande Profeta, Professor Celeste que nos chama de Amigos, se seguirmos seus passos. Consultado sobre quem seria o próximo a quem deveríamos ajudar, respondeu-nos com a lição do Bom Samaritano.

Que a ideologia do Bom Samaritano seja a premissa civilizatória que faça de 2021 o melhor ano de nossas vidas, com vacinas universalizadas, pandemia superada, e humanidade menos desigual.

O que ainda posso fazer como Bom Samaritano em 2020? Faltam poucos dias!

Que vivamos um Natal Permanente de Jesus!

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