O que abala a economia neste momento

O Brasil, no plano econômico, encontra-se diante de uma encruzilhada. Como um ator pouco relevante no cenário externo, apenas assiste passivamente aos desdobramentos dos processos de desaceleração da economia chinesa, a lenta retomada do crescimento da economia dos Estados Unidos e os frágeis desempenhos das principais economias da Zona do Euro. Esses fenômenos externos, que continuam impactando a estabilidade da economia global, contribuem para agravar o cenário sombrio da economia brasileira.
Essa postura cautelosa, e até de ceticismo, por parte dos principais atores econômicos e sociais, internos e externos, decorre de um ambiente em que estão presentes enormes incertezas e turbulências. Observa-se que a queda de confiança na economia brasileira vem sendo alimentada, em especial, pela percepção de que o governo está menos comprometido com a inflação e com as metas fiscais.
A piora refletida nos indicadores de confiança teve como fator adicional as manifestações ocorridas nas principais cidades brasileiras, em junho e julho, que deixaram clara a insatisfação da população com os governantes e os políticos, notadamente pelo baixo nível da gestão pública, falta de ética na política e a corrupção.
Dentre os “erros” da política econômica do governo Dilma, destaca-se a opção de promover o crescimento econômico apenas por meio do estímulo ao consumo das famílias, com redução de juros e de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) em uma série de produtos, a partir de 2009. É sabido que o estímulo ao consumo não se sustenta por muito tempo, além de refletir no aumento da inflação.
Promover a redução da inflação por meio da elevação das taxas de juros também não é suficiente. A variável mais relevante –o ajuste fiscal –para resolver a questão da deterioração das contas públicas permaneceu relegada a um plano secundário.
Diante desse quadro preocupante revela-se necessário que o próximo presidente da república, a ser eleito em outubro de 2014, defina, no seu plano de governo, um diagnóstico consistente para o Brasil, que permita uma mudança estrutural no potencial de expansão da economia brasileira a partir de 2015.

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