O potencial mineral no nosso subsolo

Existe um medo de que a Amazônia brasileira vire a nova fronteira da expansão do petróleo e gás. Ela será o novo campo de expansão da produção, depois do pré-sal, que hoje concentra a maior parte das atenções e investimentos da área petrolífera. Isso porque sempre se falou que há potencial no subsolo da floresta. Esse potencial ficou mais concreto quando a ANP (Agência Nacional do Petróleo, órgão que regula as atividades das indústrias de petróleo e gás natural e de biocombustíveis no Brasil), colocou para leilão algumas áreas da floresta em novembro de 2013.

O fato gera mais pano para manga para que se discuta qual é realmente o potencial da Amazônia e quais riscos uma exploração em larga escala na região. Ainda em 2013, antes do leilão, o gás de xisto apareceu como o grande tema das discussões. O gás vem sido apontado com alternativa energética ao petróleo. Principalmente depois que os Estados Unidos começaram a explorá-lo em maior escala. Sua extração é muito mais complexa do que o petróleo ou o gás natural.

A província petrolífera de Urucu, de concessão da Petrobras no estado do Amazonas, está em atividade há mais de 30 anos. A bacia do Solimões extrai o equivalente a 1,1% de todo o petróleo do país e 14,2% do gás natural, fundamentais para o abastecimento de toda a região e principalmente Manaus. O impacto ambiental é controlado. Todo o lixo produzido é reciclado, existe um viveiro com 125 mil mudas de espécies nativas coordenado pela estatal e um sistema de alta-tecnologia para prevenção e controle de acidentes e vazamentos. É um bom modelo, embora não garanta risco zero para a floresta.

Há poucas operações de petróleo e gás na Amazônia brasileira, hoje, entre as quais se destaca o Polo Arara de Urucu, que abastece de óleo a refinaria de Manaus. Outro desafio é que o óleo da Amazônia é leve, normalmente associado a gás e água, o que implica na necessidade de reinjeção do gás para aumentar a extração do óleo e na importação de óleo pesado para refino de alguns subprodutos.

O momento agora no Brasil é de aproveitar o tempo para avaliar todas as oportunidades e suas consequências. Pelo andar dos projetos, a Amazônia vai, felizmente, poder colher as lições de erros e acertos cometidos no pré-sal.

Fonte: Redação

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