O porto no encontro das águas

O Fórum das Águas, organização da sociedade civil que reúne entidades e movimentos ligados à defesa da Água no Estado do Amazonas, promove, hoje debate virtual com o tema “Encontro das Águas: 10 anos do tombamento e a luta pela regulamentação”. Tombado desde 2010 como patrimônio cultural e natural brasileiro, o ponto turístico e seu entorno vem sendo ameaçado, na opinião dos ambientalistas, em função da movimentação de grupos privados que pleiteam a construção de um porto para navios de grande porte no local. É uma discussão antiga.

O tombamento ocorreu no dia 11 de novembro de 2010, pelo Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Nacional, resultante das manifestações dos movimentos socioambientais e comunitários. No entanto, pode ser revertido judicialmente e chegou a ser pedido pelo próprio Governo do Amazonas no ano de 2014.

O objetivo dos ambientalistas é mostrar à sociedade a importância da conservação do local pelo impacto estético-paisagístico que ocorrerá na região, o prejuízo do desmatamento de floresta de várzea do rio, margens de lagos, o que poderá afetar também igarapés e nascentes, o risco de derramamento de óleo e dejetos sólidos e líquidos das embarcações, o  revolvimento de sedimentos do leito do rio e taludes, o que afetara a vida aquática do local e populações de botos e peixe-boi, espécies ameaçadas de extinção.

Além disso, eles lembram que o local é área de reprodução, pouso e descanso de espécies de aves locais e migratórias, bem como de peixes como o Jaraqui e outros organismos aquáticos. Há também, ainda segundo ambientalistas, uma imensa riqueza de sítios arqueológicos de altíssima relevância, com data estimada de 3 a 5 mil anos que sequer foram estudados ainda.

Mas como conter o progresso? Manaus precisa de um porto de grande porte. O antigo, no Centro, hoje está praticamente inviabilizado e deveria, este sim, se transformar tão somente em atração turística, com tombamento inclusive.

Quando à ponta das lajes, na zona Leste de Manaus, onde está o pomo da discórdia, trata-se de um local muito mais apropriado para a ancoragem de embarcações e a movimentação de carga.

O problema é saber se pode haver um consenso possível.

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