No campo educacional há uma palavra de que eu gosto demais: esperança. Esperança é uma palavra forte, que determina a maneira como estamos vivendo e o que esperamos do futuro. Esperança é o que nos faz acordar todos os dias e continuar seguindo em frente, apesar de todas as dificuldades próprias da vida humana.

Paulo Freire, Patrono da Educação Brasileira, dizia que “é preciso ter esperança, mas ter esperança do verbo esperançar; porque tem gente que tem esperança do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir”.

O atual momento de nossas vidas deve ser movido pela esperança. Esperança na vacina contra esse maldito vírus, esperança de dias melhores, esperança na construção de um país mais justo, esperança, esperança, esperança… Que outro sentimento te move?

O que nos caracteriza como seres humanos é a capacidade de nos admiramos com as coisas, de sermos livres, de acreditar na possibilidade da dignidade coletiva, no amor ao próximo, de superar os problemas, de sermos felizes, enfim, de termos esperança. Qual é a sua esperança?

Mesmo sabendo da complexa relação que nos caracterizam como seres humanos, tenho esperança de que ainda vamos construir alternativas de convivência pacífica, justa e igualitária. Tenho, ainda, a mais absoluta certeza de que os melhores resultados da nossa espécie só serão conseguidos pela via da cooperação.

Eu tenho esperança de que somente pela educação podemos nos libertar das amarras do individualismo. Outrossim, mesmo o atual Presidente do Brasil dizendo que os professores não gostam de trabalhar, que são “vagabundos”, não podemos perder à esperança, desanimar.

Pelo contrário, é justamente nesse momento que devemos nos juntar como categoria e ensinar aos nossos alunos que à construção de uma nova sociedade passa, inevitavelmente, pela educação que recebemos. A educação é o meio mais eficaz de mudança!

Somente uma educação crítica, democrática, pode nos tornar cidadãos, homens e mulheres livres, pessoas capazes de transformar o presente e preparar o futuro. Dessa forma, é urgente e necessário o desenvolvimento de uma educação para a solidariedade e o respeito aos mestres nesse país.

Atualmente são inúmeros os casos de desrespeito aos profissionais da educação no Brasil. E com a pandemia de Covid-19, essa realidade se agravou ainda mais. Muitos são os profissionais de educação que estão passando por problemas emocionais, financeiro, psicológico…

Não podemos ficar parados, inertes diante dessa realidade. Os profissionais de educação do Brasil pedem socorro! Infelizmente não existe no Governo Federal uma política de valorização dos profissionais da educação, aliás, de nenhuma categoria, ou será que eu estou sendo duro demais com o Governo?

Seja como for, desde muito jovem, aprendi com meus pais que sempre é possível fazermos coisas extraordinárias com os piores momentos de nossas vidas. Que podemos escolher lutar por aquilo que acreditamos ou se entregar ao desânimo. Aprendi com eles também que devemos sempre nos apegarmos àquilo que há de melhor nas pessoas, e não em suas misérias.

Por tudo isso, penso que agora é a hora de colocarmos em prática o conceito de “esperançar” desenvolvido por Paulo Freire, principalmente quando ele diz que “esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir”. Como professor, tenho esperança de que ainda vamos nos unir para construir um outro país, uma outra sociedade, um outro mundo!

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