O “petróleo português” é fortificado e a gente bebe

“Não existe preocupação com uma taça de vinho na mão” ( autor desconhecido)

O setor industrial dos vinhos é de suma importância para a economia de Portugal, e importantíssimo para o orgulho do povo português. Disso ninguém pode duvidar. 

Os portugueses são os maravilhosos responsáveis pela produção e entrega para os enófilos do mundo inteiro do melhor e mais famoso vinho fortificado que se pode degustar: O Vinho do Porto.  

Os respeitados Vinhos do Porto são considerados pelos lusitanos como o “petróleo da pátria”, e são elaborados na Região do Douro, a mais antiga e primeira região vinícola demarcada na história do Mundo dos Vinhos, pelo Marquês de Pombal em 1756.

A alta gradação alcoólica, estabelece o diferencial em comparação aos demais vinhos. Os Vinhos do Porto são divididos em quatro categorias: Comuns (ruby, tawny e brancos); Colheita; por indicação de idade (10,20,20,40 anos); Late Bottled Vintage (LBV) e Vintage. Sobre o Porto Branco uma rápida e oportuna observação se faz necessária. Não são facilmente encontrados fora de Portugal e variam pela doçura: seco, meio doce e lágrima (muito doce). Geralmente é servido gelado, como aperitivo. E um Porto leve obtido da fermentação dos bagos das uvas sem as cascas, garantindo a cor clara. 

 O Porto Vintage é, sem dúvida, a categoria mais cobiçada pelos apreciadores, por ser uma seleção do que há de melhor nas colheitas excepcionais. Ao contrário das categorias mais comuns, deve ser degustado em taças maiores após a refeição, ou como aperitivo, acompanhado sempre de bons queijos.

Não posso esquecer o ensinamento do meu bom e querido amigo Senador Bernardo Cabral: “O casamento de um Porto Vintage potente, com o delicioso queijo Serra da Estrela, é um casamento entre deuses”.

 Tradicional vinho de celebração, o Vinho do Porto é para ser apreciado antes ou depois das refeições.  Para mim, categorias comuns como a Ruby ou Tawny são apropriadas para aperitivos, escoltados por pudim de leite, sorvetes, cremes regionais e “petit gateau”. 

Os Portos da classe Colheita ou Datados, também são recomendados pelos sommeliers e sommelieres para o momento especial da sobremesa. 

A maioria dos apreciadores manauaras ainda está no processo de aprendizado para degustar os Vinhos do Portos durante a sobremesa. Tenho visto em certos restaurantes aumentar a presença deles na combinação final da refeição. Estou achando isso formidável! 

Não posso deixar de mencionar que segundo dados históricos, foi o hábito inglês de consumi-lo, que difundiu o consumo mundialmente.  No início do século XVII, moradores de uma colônia inglesa baseada  em um vilarejo perto da Cidade do Porto, descobriram que seria um bom negócio comercializar para a Inglaterra os vinhos ricos e aromáticos do Douro. Com a crise entre França e Inglaterra em 1660, o Bordeaux, vinho eleito pelos nobres britânicos, virou raridade entre os ingleses. Foi neste período que, com o Porto, se brindaram coroações na Família Real Inglesa. A moda pegou e está até hoje na monarquia. 

O Vinho do Porto é o grande embaixador de Portugal no mundo, e contribui para o maior volume das exportações de vinhos portugueses. 

As degustações com o Vinho do Porto em Manaus, antes reservadas à seleta clientela de um ou outro bar e restaurante, hoje, estão se tornando mais frequentes, causando relevante aumento no consumo. 

O Vinho do Porto é uma bebida nobre que torna garbosos os apreciadores. Cheers!

Foto/Destaque: Divulgação

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email