10 de abril de 2021

“O PDT e Amazonino estão em fase de entendimento”, revelou Chagas

Dermilson Cha­gas volta a Su­pe­rintendência Re­gional do Trabalho após se afastar para concorrer ao cargo de Deputado Estadual

Dermilson Cha­gas volta a Su­pe­rintendência Re­gional do Trabalho após se afastar para concorrer ao cargo de Deputado Estadual. Chagas é amazonense, graduado em administração de empresas pela Ufam (Universidade Federal do Amazonas), além de ser acadêmico de Direto pelo Ciesa (Centro Integrado de Ensino Superior do Amazonas).
Em sua volta à titularidade da pasta, Chagas ressalta, em entrevista ao Jornal do Commercio, a necessidade da intensificação de fiscalizações nos mais diversos setores de trabalho; de aproximar a superintendência das entidades, organizações civis e trabalhadores, e fala abertamente sobre a entrada do prefeito de Manaus, Amazonino Mendes no PDT.

Jornal do Commercio – Quantos postos de trabalho devem ser criados em virtude da Copa do Mundo de 2014?
Chagas- Não temos um número estimado, mas acreditamos em um aumento significativo. Vale lembrar que precisamos pensar essa questão de olho em um futuro pós- Copa. Infelizmente estamos atrasados também em relação a capacitação desse novo trabalhador, temos que pensar em equipe, governo e prefeitura em ação para efetivar e agilizar a disponibilização de cursos técnicos. Nossas escolas precisam estar disponíveis nos fins de semana, o poder público precisa contratar professores para ministrar de forma correta os cursos, também precisa se pensar em centros tecnológicos. Não temos mais tanto tempo assim para correr atrás do prejuízo.
JC- Há pouco tempo a superintendência passou a contar com o trabalho de mais auditores, passando de 10, para 50. Esse número é suficiente para suprir a demanda de processos?
Chagas- Para trabalharmos de forma satisfatória precisamos ter em média de mais de 150. Nossa capacidade de ação já teve um grande avanço com a aquisição desses novos auditores, nosso raio de fiscalização mais que dobrou. Mas, assim como o governo federal e exército, não temos condições de estar em todos os lugares do Estado, entretanto realizamos fiscalizações intensas para inibir qualquer forma de dano ao trabalhador do Amazonas.
JC- Quais os setores de trabalho que mais necessitam ser fiscalizados?
Chagas- Todos. Contudo nessa nova administração queremos reiterar o compromisso com o setor civil, ele que hoje é o carro chefe dos empregos terá uma ampla atenção da superintendência.
JC- Temos um grande Polo Industrial. E não se pode negar a possibilidade de problemas relacionados a manutenção da saúde dos trabalhadores. Existe alguma ação voltada para a fiscalização das empresas do PIM?
Chagas- De fato o Polo Industrial é um setor que possui suas fragilidades nesse sentido. Mas assim como ele outras áreas também sofrem com a falta de visão de alguns empregadores que não são sensíveis para questões voltadas a manutenção da saúde. O que podemos fazer para minimizar essa situação é aumentar nossas ações e esforços.
JC- Ainda existem casos de trabalho escravo no AM? Onde se concentram? Como combater esse mal? Quem escraviza pode sofrer que tipos de sanções?
Chagas- Sem dúvidas. Estamos inclusive realizando uma ação no município de Boca do Acre. Essas pessoas são exploradas sem a garantia até mesmo do recebimento de seus salários. É um problema que deve ser combatido por todos na sociedade, é uma parceira no momento da denúncia , principalmente se levarmos em consideração as dimensões do nosso Estado, onde até mesmo o Exército e governo federal tem dificuldades de fiscalização.
JC- O senhor retorna a superintendência após se afastar para concorrer ao cargo de deputado federal. O senhor ainda pensa em concorrer a algum cargo político?
Chagas- Não. Não tenho dinheiro para isso, minha intenção é mesmo realizar meu trabalho frente a superintendência da melhor maneira possível. Quero fazer uma administração de equilíbrio, dando ao trabalhador e ao empregador a oportunidade de conviver em harmonia.
JC- Como o senhor avalia o atual cenário político?
Chagas- A política é mesmo um lugar de conflito, tudo pode acontecer e de fato vem acontecendo. As Casas Legislativas precisam estar em consonância com as necessidades da população. As melhorias precisam acontecer nas escolas, no sistema de trânsito, mobilidade urbana, pois de uma forma ou de outra todos nós precisamos de resolução para esse impasses.
JC- Existe a possibilidade do prefeito Amazonino Mendes ingressar no PDT? Isso geraria uma saia justa com o vereador Mário Frota?
Chagas- Sim, existe essa possibilidade, eu mesmo já conversei com ele várias vezes. Ainda temos até setembro para viabilizar essa questão, o partido e o prefeito Amazonino estão em fase de entendimento, o ingresso em um partido não se faz do dia para noite, muitos fatores são levados em consideração. Com relação a relação entre o prefeito e o vereador Mário Frota, saliento que para ser oposição não precisa ser inimigo. Amazonino tem uma vida política que o torna um homem respeitado no Estado, lógico que nem sempre na vida só temos acertos.
JC- O que o senhor acha de um embate entre Amazonino e Eduardo Braga na disputa pela prefeitura em 2012?
Chagas- Será interessante, Amazonino e Braga são duas grandes forças. Existe um rompimento de geração, e isso será o ponto chave da disputa.
JC- O senhor acredita na força do ex-prefeito Serafim Corrêa? Ele tem chances em uma disputa com Braga e Amazonino?
Chagas- Até acredito que ele sairá candidato, mas não creio em uma vitória. Não o vejo com força política suficiente para isso, o estigma de burocrático pegou em Serafim. Para ser oposição não precisa ser inimigo.

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