O paradoxo da riqueza do Amazonas

Não existe nada comparável com nossa terra, nossa região, o Estado do Amazonas, o maior território dentro da Amazônia, nacional e internacional. Se necessita praticar o orgulho, o modo de pensar como a dimensão geográfica do Amazonas, se tem a necessidade em saber que a Amazônia não é região problema para ninguém, nem para o Brasil, muito menos para o mundo.

Todos sabem que a economia amazonense tem sua base sustentada pelo projeto Zona Franca de Manaus  (ZFM) com seu polo dinâmico de eletroeletrônicos e afins, o Polo Industrial de Manaus (PIM) mas, não obstante, passados cinco décadas da regeneração dessa economia que estava estagnada, inerte, sem forças para se erguer, após o declínio do extrativismo da Borracha, mesmo assim, conhecedores das potencialidades econômicas, traduzidas em seus Recursos Naturais, ainda não se fez nada, mesmo com todos os recursos financeiros e resultados positivos do PIM/ZFM. Se tem raras situações concretas para se referir às questões de Desenvolvimento Econômico Regional (DER) nesse período e, que não persistiram ao tempo.

Para os economistas pesquisadores do Clube de Economia da Amazônia, sempre teremos que caminhar para frente e, não olhar para trás, mas conhecer esse passado como referência. O Brasil, como todos outros países, busca oportunidades para impulsionar o crescimento econômico, nesse período após  pandemia da Covid-19. Assim, o Estado do Amazonas também busca caminhos para o Desenvolvimento Regional, analisando benefícios e oportunidades de políticas públicas para os principais setores: infraestrutura, indústria e agricultura, a partir de modelagem econômica, que possam apresenta novos resultados macroeconômicos e de longo prazo. Parece óbvio o que sempre soubemos, pois se criou a ideia, do paradoxo da riqueza no Amazonas, como a região mais rica do Brasil, com imensos mananciais de recursos naturais, onde sobrevive um povo pobre, com os piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), com uma economia estagnada, com exceção da cidade de Manaus, a capital-estado, onde se assenta o grande projeto da Zona Franca de Manaus (ZFM) e seu Polo Industrial de Manaus (PIM). Além de se admitir as riquezas existentes (Recursos Naturais) de fauna e flora, existem os minerais,  ouro, diamante, nióbio, cassiterita, caulim, silvinita, petróleo, gás, dentre outros.

Se destaca, que se tem essa biodiversidade, com os potenciais de utilização dos recursos em fármacos e cosméticos (bioeconomia ou economia verde), e a imensa capacidade florestal de contribuir para a estabilização do clima e o regime natural de regulação de precipitações hídricas no planeta, que são bens de interesse mundial. Para os pesquisadores economistas do Clube de Economia da Amazônia (CEA) a floresta é um bem econômico que possui uma das maiores Cadeias Produtiva e de Valor, existentes no atual sistema mundial. Também, vale ressaltar que o manancial de água doce (aquíferos) é estratégico, com valor e interesses ambiental e econômico, em nível mundial.

Sem embargo, o pessoal do CEA, afirmam que se precisa explorar essas riquezas, de forma racional e economicamente, via aproveitamento da bioeconomia (biotecnologia e nanotecnologia) que possibilita abrir maiores possibilidades para que haja investimentos nessa indústria, de agregação do produto florestal e da biodiversidade, de forma que a floresta em pé, preservada, tenha o devido valor, sem que seja preciso devastá-la. Para tanto, se precisa de forte política pública de atração de investimentos e para pequenos, médios e grandes empreendedores para atuar nessa bioeconomia, gerando emprego e renda  na região. Contudo, a maior riqueza dentro desse imenso território é o homem que lá sobrevive, sofrendo todas as intempéries da natureza, mesmo assim, é sempre esquecido, invisível, mas é o único guardião dessa incalculável riqueza. 

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