O mundo corporativo no novo normal

A pandemia causada pelo coronavírus acarretou uma série de mudanças no cotidiano das pessoas, que se adaptaram rapidamente a uma nova realidade, o chamado “novo normal”.

No meio corporativo isso não foi diferente. Em face à necessidade de distanciamento social, as empresas se viram obrigadas a alterar protocolos e a encontrar soluções tecnológicas diante de uma situação excepcional, objetivando-se à continuidade de suas atividades sem acúmulo de pendências e redução da produtividade.

Nesse cenário desafiador, não só as empresas e práticas societárias modernizaram-se em um curto espaço de tempo, como também os órgãos reguladores e de registros passaram a consolidar alternativas e novos procedimentos, permitindo assim, a adaptação do mercado ao novo normal.

Ao longo deste ano de pandemia no Brasil, e diante da continuidade das medidas de distanciamento social, a tecnologia se transformou em ferramenta sine qua non no universo empresarial, acarretando não só em um salto na evolução de programas e aplicativos de comunicação virtual, como também em uma necessidade de adaptação do arcabouço jurídico.

Se no início de 2020 acreditava-se que a intensificação das relações virtuais seria uma medida paliativa e temporária, hoje sabemos que está revestida de um caráter mais definitivo. Reuniões e encontros que eram em sua esmagadora maioria presenciais migraram rapidamente para o universo digital, o que permitiu uma ampliação no canal de comunicação entre investidores, acionistas, profissionais do direito societário, e   trouxe mais dinamismo nas relações de governança corporativa.

Juntamente com os benefícios gerados por este boom virtual, vieram os desafios em sua grande maioria decorrentes de questões técnicas e da necessidade de adaptação do ser humano.

Daí a importância do chamado modelo “híbrido”, onde cada um pode participar de uma reunião ou assembleia na forma que melhor lhe convir, seja de modo remoto ou presencial.

Naturalmente, com o aprimoramento crescente das tecnologias de comunicação, a tendência é que as relações corporativas cada vez mais sejam realizadas no âmbito virtual. Contudo, não podemos esperar que a migração seja imediata e total, sendo necessário um período de adaptação à esta nova cultura digital e resolução, ou ao menos a mitigação, dos desafios por ela impostos.

As tecnologias, quando bem utilizadas, impulsionam as relações humanas e permitem uma comunicação mais efetiva e dinâmica, além de contribuir na melhoria das práticas de governança corporativa. Assim, espera-se que 2021 seja um ano crucial, pelo qual a evolução do novo normal seja no formato “híbrido” das comunicações corporativas, e que aproximará de maneira mais natural os empresários aos benefícios do universo virtual.

Foto/Destaque: Divulgação

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