O influenciador digital e seus limites

Na atual realidade em que vivemos, os digital influencers (influenciadores digitais) são a nova tendência do marketing digital. Ao realizar ações desta área, eles emprestam credibilidade, lifestyle, imagem pessoal e valores a uma determinada marca de produto ou serviço. Consequentemente, o público admira e confia nesse profissional, pois se identifica com sua postura e ideias, o que facilita aproximação, transmissão de valores, engajamento e posicionamento da marca, além de funcionar como uma ponte com o público-alvo segmentado para aquele produto ou serviço ofertado pela marca.

A contratação do influencer é estratégica, pois desvincula a ideia de marketing tradicional impessoal feito em televisão, rádio ou outros canais diretos do titular da marca. Os influencers, geralmente, têm o perfil relacionado ao da empresa e estão mais próximos da vida real da maioria das pessoas.

Esses profissionais têm um nível de influência bastante relevante e suas ações contribuem e potencializam a decisão de compra, atraem novos clientes e fidelizam aqueles já conquistados. De acordo com a pesquisa global feita pela Nielsen, Trust in Advertising, 84% dos participantes declararam que a opinião de fontes confiáveis, como os influenciadores digitais, é o principal motivador das suas decisões de compra.

No entanto, como dito acima, a atividade do influencer ainda não está regulamentada como uma profissão no Brasil, mas a formalização da mesma já vem sendo debatida pela sociedade. Inclusive, chegou a ser alvo de vários projetos de lei.

Como o marketing de influência é considerado uma prática relativamente nova e carente de regulamentação legal no Brasil, muitos influenciadores desconhecem questões jurídicas importantes relacionadas à prática publicitária. É preciso ficar atento a essas práticas, de modo a não desrespeitar as regras do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) e do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que comentaremos a seguir.

É necessário que os influencers façam a clara identificação publicitária quando ocorre a divulgação de um produto ou serviço de uma determinada marca, ainda que não haja relação comercial direta, por exemplo, recebimento de brindes/presentes, sem qualquer contrapartida, pois isto também cria um vínculo e resulta em proveito publicitário para a marca.

A inserção de tags como “#ad”, “#publi”, “#publipost” não é suficiente para a indicação de que é uma ação patrocinada. Isso significa que o influenciador deve sinalizar quando recebeu algum tipo de benefício ou que aquele post, vídeo, stories, comentário/opinião é uma campanha de marketing ou inserção publicitária solicitada e/ou patrocinada pela marca, para evitar problemas com atuação pelo Conar, ter sua conta suspensa e/ou gerar reflexos negativos para a marca.

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