15 de maio de 2021

É do conhecimento da maioria das pessoas que a pandemia de Covid-19 trouxe mudanças em todas as dimensões e tem nos deixados perplexos. Quais aspectos dessa pandemia vem mexendo mais com a sua vida? Antes, porém, de ensaiarmos uma tentativa de resposta a essa pergunta, é interessante frisar que as mudanças ocorrem não só no âmbito individual, mas também na vida social em geral, principalmente política e econômica.

Ao fazermos uma retrospectiva para antes dessa pandemia, vamos observar que éramos, como seres humanos, pessoas preocupadas mais com o material do que com o espiritual. O lado familiar, a convivência com os filhos, os parentes, os amigos, muitas vezes, eram deixados em segundo plano. Vivíamos para o trabalho e para o consumo.

E hoje, um ano após o aparecimento do coronavírus, como estamos vivendo? Será que não estamos esperando tudo isso passar para voltarmos a ser exatamente como éramos antes dessa pandemia? O que aprendemos nessa pandemia? Que gestos e atitudes não iremos repetir quando voltarmos ao convívio social?

De fato, vivemos tempos difíceis. No entanto, não podemos ficarmos lamentando o tempo todo. Tempos complexos exigem respostas excepcionais. Temos que continuar lutando pela vida. Este é o momento de mostrarmos solidariedade com os mais necessitados, os pobres, os doentes, os infectados por esse inimigo invisível que vai eliminando os nossos amigos, primeiro os mais velhos e agora todos sem diferenciação de idade.

Por falar em sofrimento por antecipação, conta-se que uma vez um oficial do exército perguntou a um amigo da marinha como havia morrido seu pai. O marinheiro respondeu que a morte do seu pai ocorrera no mar. – E seu avô? – foi a pergunta seguinte. – Também morreu no mar, replicou o marinheiro. – E seu bisavô? O marinheiro deu a mesma resposta. – E você não tem medo de sair para o mar? – perguntou o amigo como conclusão.  

Caminharam um pouco, e então chegou a vez do marinheiro fazer algumas perguntas ao oficial do exército: – Como morreu seu pai? – Ele morreu de velhice, na cama, em casa, respondeu o amigo. – E seu avô? – continuou o marinheiro. – Também morreu na cama pelo que eu sei. – E você não tem medo de ir para a cama toda noite? – perguntou o marinheiro como conclusão.

 Essa estória nos ensina que toda preocupação é uma ocupação antecipada e que, em geral, acaba transformando-se em angústia, sofrimento e depressão. É como disse o padre Fábio de Mello em seu livro Quem me roubou de mim? “O medo e a ansiedade pelo futuro e diante do desconhecido nos tiram as forças e às vezes nos freiam em nossa capacidade de reflexão e reação”.

Certamente, um dia, teremos uma visão mais apurada e consciente daquilo que estamos vivendo hoje. No entanto, não é possível que com tantas mortes, sofrimento, no Brasil e no Mundo, por causa desse inimigo invisível, o ser humano não tenha aprendido que o mais importante não são os bens materiais e sim qualidade de vida, amor, paz, ao lado de quem amamos. 

O importante é ter fé, continuar acreditando que vamos vencer esse vírus e que seremos seres melhores. Afinal, “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”. Essa deve ser a nossa meta e não esqueçamos nunca o que disse o salmista: “O Senhor é o meu Pastor e nada me faltará. Ainda que passe por um vale escuro nada temerei, pois o Senhor está comigo”. 

Confiemos, pois, em Deus e tudo caminhará bem conosco!

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