Foi alvo de intensa altercação nos últimos dias a pugnada paralisação de obras da prefeitura, mais precisamente as do denominado Plano Emergencial, que prevê a ampliação da rede de abastecimento de água para as zonas norte e leste de Manaus. Tal situação decorreu de pleito do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) que solicitou da Águas do Amazonas o estudo de impacto ambiental do Plano Emergencial, não tendo sido observado no aludido estudo análises atinentes a possíveis afloramentos de sítios arqueológicos nas áreas de obras das adutoras.
Muita celeuma, acompanhada de manchetes na imprensa, alaridos e críticas de um lado e do outro, aparentemente redundaram em paz com a assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta, que estabelece a presença de um arqueólogo como figura chave para acompanhar as obras de expansão.
Quando uma polêmica dessa monta coloca visões das autoridades em cheque na pueril democracia brasileira, é necessário exorcizar alguns pontos que no mínimo atordoam o cidadão cioso dos seus direitos e disposto a participar das políticas de aperfeiçoamento da qualidade de vida local. De pronto, constata-se que uma situação como a mencionada expõe a fragilidade de certas verdades tidas como inquestionáveis ou revestidas de pretensa credibilidade na sociedade hodierna. O choque ou a divergência de opiniões é extremamente salutar no Estado de Direito. Percepções diversas constituem situações corriqueiras nos freios e contrapesos do poder. Ninguém é detentor da verdade absoluta.
Quem já tentou monopoliza-la por sinal se deu bastante mal. Essa é a realidade que a história aqui priorizada paradoxalmente nos legou . Mais precisamente nos ensinamentos obtidos no livro dos livros, destaca-se a figura do Fariseu remetendo aquele indivíduo membro de grupo religioso judaico, que remonta ao século 2 a.C. Os fariseus viviam na formal e absolutamente rígida observância das escrituras religiosas. Os fariseus viveram na Judéia, Palestina, na época de Jesus Cristo. Não travavam relações com os não-crentes ou com os judeus alienígenas ao seu grupo. Os fariseus consideravam-se mais justos e santos do que os outros em geral. Em síntese, o farisaísmo era uma das principais religiões de antanho. Seus seguidores diziam-se detentores da verdade guardando tradições e preceitos humanos que redundaram em acusação de hipocrisia pelos Evangelhos e até por Raul Seixas.
Assim como os fariseus, alguns especialistas, estudiosos de ramos do conhecimento humano, como a arqueologia, ao invés de atentar para verdades inquestionáveis marcadas pelos longo e pesaroso abandono do centro histórico da cidade de Manaus, concentram-se em filigranas que refletem pouco ou quase nada do que deveria ser pauta central de uma sociedade carente de monumentos referentes à sua identidade, a sua formação como povo.
Os auto-indigitados portadores da verdade, dependendo do ângulo que se observa, concentram-se em paralisar projetos que estariam devolvendo à população parte da identidade da capital corroída impiedosamente nos últimos anos pela especulação imobiliária, pelo descaso do poder público e da própria sociedade ou impulsionam impiedosamente suas máquinas do progresso por sobre os últimos fragmentos de uma cultura ancestral. Assim como os questionáveis fariseus, hoje iniludivelmente sinônimo de falsidade, dissimulação eles sempre possuíam o caminho da verdade, mas não a obedeciam, não se importavam.
Entre erros e acertos dos vários setores do poder público, que existem na forma do artigo 225 da Constituição Federal para proteger o meio ambiente para as presentes e futuras gerações, sobram acusações que dificilmente beneficiam a população pagadora de tributos. Como na Bíblia, contemporaneamente pessoas incorrem no mesmo erro. Indivíduos que carregam o estandarte da causa pública torcem a verdade para o seu próprio proveito. Como no presente texto há todo um argumento extraído das escrituras é bom rememorar que a respeito desses i

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