Nesta segunda-feira, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, fez algumas ponderações sobre o isolamento horizontal, em apoio aos trabalhadores confinados e ressaltou que, mesmo com as medidas de isolamento, os governos precisam garantir o bem-estar das pessoas que perderam sua renda e precisam ainda de comida, saneamento e outros serviços essenciais. "Não estamos apenas analisando o impacto econômico da Covid-19 em um país ou a perda de PIB. Temos que ver também o que isso significa para o indivíduo. Eu venho de uma família pobre. Eu sei o que significa se preocupar com o seu pão diário", disse o diretor-geral da OMS. "Cada indivíduo importa. Como cada um é afetado por nossas ações deve ser considerado. E isso diz respeito a todos os países. Até o país mais rico tem pessoas que precisam trabalhar para o seu pão diário. (…) Se estamos limitando a circulação, o que vai acontecer com essas pessoas? Todo e qualquer país, com base em sua situação, deve responder a essa pergunta".

Esse posicionamento se choca com a visão de uma economia liberal que estava sendo encaminhado pela equipe econômica. As medidas mencionadas pela OMS se assemelham a medidas em período de guerra… e estamos, em guerra contra um vírus que surgiu sabe-se lá como e se espalhou pelo mundo, talvez por atitudes inconsequentes, mas não importa agora ater-se a isso, vamos olhar para frente.

Qual a certeza que temos ?

A única certeza é que essa situação, acusada pelo vírus, vai passar. Pode durar dois, três ou quatro meses, mas a questão da epidemia estará ultrapassada. Algumas vidas se perderão, aqui vale todo o empenho e esforço para que sejam na menor quantidade possível. Estamos trabalhando BASTANTE para ajudar a minimizar as perdas de vidas. Outra certeza é de que teremos impactos fortes na economia e na forma como as relações comerciais, internas e externas se, darão, muita coisa será diferente do que é hoje e isso ainda não está muito claro para muitos de nós … mas haverá mudanças significativas. Acredito na maior e melhor utilização das formas de nos comunicarmos, social e profissionalmente; vídeo e fone-conferências serão intensificadas, diminuindo viagens a trabalho, por exemplo, isso acarretará mudanças nas demandas por viagens e tudo o que estiver relacionado com tais viagens. Esse é apenas um exemplo de “lição” que aprendemos nesse curto período de isolamento.

E a tal da economia de Chicago?

Passando a questão da epidemia os países precisarão “reconstruir” suas economias. Muitos CNPJs deixarão de existir durante esse período e os Governos precisarão olhar mais para “dentro” e encontrar suas próprias soluções, está aí o que lemos nas “entrelinhas” do pronunciamento da OMS. Os países, certamente, terão que redescobrir como gerar empregos para recompor sua estrutura social e isso passa por uma redução nas políticas de abertura de mercado. Precisaremos gerar, internamente, as soluções e as estruturas para que novas atividades, novas empresas, novos CNPJs sejam criados para gerar os empregos para os cidadãos desses países, não será diferente no Brasil, não será diferente no Amazonas.  Portanto, precisamos começar a agir já no sentido de nos planejarmos para desenvolver as soluções para o futuro que não está longe não, na verdade, pode estar mais perto do que imaginamos. Provavelmente já começou…

Ocidente e Oriente?

Um possível reflexo, pós-epidemia, deverá ser a relação política e econômica dos EUA com a China e não podemos ficar desatentos a isso. Temos que encontrar o equilíbrio nessa relação com ambos os países de forma a preservar os pontos positivos das relações que temos e não nos “contaminarmos” com as “doenças” que afetam somente os dois. A China é um grande parceiro comercial do Brasil assim como os EUA. Não podemos pensar (pensando nas questões comerciais/econômicas) em tomar partido nessa “contenda”, se por ventura ela vier.

Da mesma forma, pode ser uma oportunidade de melhorarmos nossa participação econômica com ambos.

Novos tempos! Novos dias! Precisaremos de resultados diferentes!

A maior ilusão que existe é “querer resultados diferentes fazendo as coisas do mesmo jeito” !! Eisten escreveu: “Não podemos querer que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a maior benção que pode acontecer às pessoas aos países, porque a crise traz progressos. É na crise que nascem os inventos, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise se supera a si mesmo sem ter sido superado”. Vamos sim, passar por esse período de dificuldades, termos muito trabalho e muito a “entregar” para minimizar o sofrimento das pessoas, mas não vai durar para sempre, isso não é o fim, deve ser o começo e nós, todos nós, superaremos esse momento e sairemos muito mais fortes que antes de tudo isso !!! VAI DAR CERTO! FÉ EM DEUS!!!

* Wilson é economista, empresário e presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas

*Esta Coluna é publicada às quartas, quintas e sextas-feiras, de responsabilidade do CIEAM. Editor responsável: Alfredo MR Lopes. [email protected]

Fonte: Cieam

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email