8 de maio de 2021

No dia 22 de abril se comemora o Dia da Terra, data que busca criar uma conscientização das nações, de modo geral, sobre a necessidade de trabalharmos por um mundo melhor até 2030. Para se alcançar esse objetivo várias metas foram estabelecidas em 2015, com líderes mundiais concordando com 17 Objetivos Globais, chamados de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), através dos quais acabaremos com a pobreza, iremos lutar contra a desigualdade e trataremos sobre a urgência das mudanças climáticas. 

O Dia da Terra foi criado no ano de 1970, fruto da preocupação do senador norte-americano Gaylord Nelson com a deterioração do meio ambiente nos Estados Unidos. O parlamentar, após presenciar a devastação causada por um grande derramamento de óleo na Califórnia, iniciou a disseminação da necessidade de uma consciência pública sobre os prejuízos causados pela poluição do ar e da água se aproveitando da energia dos protestos estudantis contra a guerra que ocorriam na época. Junto com Pete McCloskey, outro congressista norte-americano, o senador Nelson lançou a sua “ideia” de conscientização em um Campus Universitário através de aulas organizadas pelo ativista Denis Hayes e divulgou para a mídia nacional. O dia 22 de abril foi escolhido por ser um dia na semana entre as férias de primavera e os exames finais, com o objetivo de ter mais alunos participando.

O movimento inicial deu certo a ponto do senador Hayes formar uma equipe nacional de 85 pessoas para promover inúmeros eventos sobre o tema por todo o país, iniciativa que se ampliou com a participação de várias organizações e grupos religiosos. Com o crescimento do movimento surgiu o nome Dia da Terra, fato que chamou mais ainda a atenção da mídia nacional e chamou a atenção de 20 milhões de americanos que tomaram conta de ruas, parques e auditórios ao participarem de atos contra os impactos de 150 anos de desenvolvimento industrial.

Em 1970, após inúmeros atos contra derramamento de óleo, poluição de fábricas e usinas de energia, esgotos sem tratamentos, uso indiscriminado de pesticidas, extinção de várias espécies da fauna e flora, grupos se uniram no Dia da Terra compartilhando o mesmo pensamento de que era necessário pensar em uma vida mais “saudável” para o nosso planeta. O alinhamento foi tão grande que vários segmentos da sociedade, tidos como antagônicos, a citar democratas e republicanos, ricos e pobres, empresários e líderes trabalhistas, e essa união em torno de um entendimento comum levou a criação da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos e a aprovação da Lei de Educação Ambiental Nacional, a Lei de Segurança e Saúde Ocupacional e a Lei de Limpeza Air Act.

Nos anos que se seguiram o Congresso norte-americano aprovou a Lei da Água Limpa, Lei de Espécies Ameaçadas, Lei Federal de Inseticidas e Fungicidas, normas legais que serviram para proteger a fauna e a flora, e, obviamente, o próprio ser humano, que muitas vezes age como se não fizesse parte da natureza. Com a mobilização de mais de 200 milhões de pessoas em 141 países e agora tratando de questões ambientais que envolviam o mundo em 1990 o Dia da Terra passou a ser uma data global e impulsionou a realização da famosa Cúpula da Terra da Nações Unidas em 1992 no Rio de Janeiro. 

O senador Gaylord Nelson recebeu, do então presidente Bill Clinton, a Medalha Presidencial da Liberdade, uma das maiores homenagens concedidas a civis nos Estados Unidos e liderou outras campanhas voltadas para tratar do problema do aquecimento global e promoção de energia limpa. Com milhares de grupos de ambientalistas e centenas de milhões de pessoas no ano 2000 o Dia da Terra aproveitou o poder da internet para conclamar o planeta e dizer aos líderes mundiais uma mensagem: Cidadão em todo mundo queriam uma rápida e decisiva sobre o aquecimento global e energia limpa.

Atualmente o Dia da Terra é reconhecido como um evento mundial e podemos ver que as maiores nações do mundo estão participando desse momento que é marcado como uma data para repensarmos nosso comportamento e atuarmos como fomentadores de mudanças políticas globais, nacionais e locais. Superamos a ideia de que o progresso e o desenvolvimento de uma nação poderiam ser medidos pelo ar poluído que respirávamos, hoje temos a clara noção de que podemos e devermos buscar viver em harmonia com o meio ambiente. É o que rotulamos de SUSTENTÁVEL, é o viver sem matar onde se vive, é o respeito por nosso planeta em primeiro lugar.

Infelizmente vivemos um momento de degradação das nossas florestas com a destruição da floresta primária subindo de 12%, de 2019 a 2020, é o que informa o World Resources Institute (WRI), com informações da Universidade de Maryland e dados disponíveis no Global Forest Watch (GFW). Em números os trópicos perderam 12,2 milhões hectares de cobertura de árvore em 2020 e desse total, 4,2 milhões de hectares, uma área do tamanho da Holanda. 

A maior parte da perda de floresta primária úmida no mundo ocorreu na Amazônia brasileira, que teve um aumento de 15% em relação ao ano passado, com um total de 1,5 milhão de hectares, segundo a tendência observada nos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que rastreia especificamente cortes rasos em grande escala na Amazônia. De acordo com o WRI foram identificadas manchas que apontam locais de desmatamentos recentes ao longo das bordas sul e leste da Amazônia, conhecido como o “arco do desmatamento”, e ao longo das rodovias que dividem a floresta amazônica, várias das quais estão programadas para expansão e pavimentação nos próximos anos.

Em 2019, a maioria dos incêndios no Brasil ocorreu em áreas já desmatadas enquanto os agricultores preparavam terras para a agricultura e pastagens de gado. Em 2020, no entanto, uma parcela significativa dos incêndios ocorreu dentro das florestas. Apesar de estar no centro dos problemas relacionados à preservação das florestas o Brasil não está sozinho, pois o WRI também aponta que Bolívia, Colômbia e Peru apresentam altos níveis de perda florestal.

Com problemas de perdas na sua cobertura florestas, emissão de gases nocivos na sua atmosfera, poluição nos seus mares e rios, envenenamento do seu solo a Terra permanece nos servido como um lar e no evento ocorrido no Rio de Janeiro, em 1992, a Carta da Terra foi proposta com os seguintes princípios básicos:  Respeitar e cuidar da comunidade da vida, Integridade Ecológica, Justiça Social e Econômica e Democracia, Não Violência e Paz. Apesar de se ter muito a fazer celebremos o Dia da Terra, o dia do nosso lar no universo.

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