O desafio depois da pandemia

Metade dos brasileiros sobrevive com apenas R$ 438,00 mensais, ou seja, quase 105 milhões de pessoas têm menos de R$ 15,00 por dia para satisfazer todas as suas necessidades básicas, segundo dados de 2019 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os 10% mais pobres, ou 20,95 milhões de pessoas, sobreviviam com apenas R$ 112,00 por mês, ou R$ 3,73 por dia. Por outro lado, no extrato mais rico, apenas 1% dos brasileiros mais abastados vivia com R$ 17.373,00 mensais, o que significou um aumento de renda de 2,7% para essa população que somava pouco mais de 2 milhões de pessoas.

Apesar da disparidade de renda e concentração de riqueza, houve ligeira redução na desigualdade no País.

O rendimento mensal real domiciliar per capita foi de R$ 1.406,00 na média do País, descendo abaixo do salário-mínimo no Norte, de R$ 872,00, e Nordeste, de R$ 884,00, mas alcançando o dobro desse valor no Sudeste, com R$ 1.720,00.

A massa de renda domiciliar obtida de todas as fontes totalizou R$ 294,396 bilhões em 2019, também distribuída de forma desigual. A parcela dos 10% dos brasileiros com os menores rendimentos detinha 0,8% dessa riqueza, enquanto os 10% mais ricos concentravam 42,9% dela.

Com a pandemia do coronavírus ceifando vidas diariamente, e cada vez mais entre os menos favorecidos, a Covid-19 poderá nos deixar mais um ensinamento, o de que o Brasil tem que atacar a desigualdade social que impera entre nós há muitas décadas.

A pandemia ainda não atacou, frontalmente, nas comunidades mais pobres, o que muitos alertam que poderá ocasionar uma mortandade alta, pelo ajuntamento natural de moradias e da população nela residente.

É mesmo uma possibilidade assustadora nestes locais onde a qualidade de vida deixa muito a desejar. Quesitos como água encanada, esgotos cloacais e serviço de saúde e educação, quando existem, são falhos ou não conseguem atender satisfatoriamente a toda a população.

Por isso é fundamental que o que se observa nos dias atuais para o combate à pandemia seja um trabalho para, após, ser aplicado na melhoria das condições de saúde, educação, moradia e emprego para os milhares que estão nas comunidades.

Pelo menos, dessa maneira, o desastre da pandemia terá servido para um planejamento futuro permanente a fim de que tantas pessoas possam ter uma melhoria em seu nível de vida, hoje bastante crítico. Será algo bom para todos.

Fonte: Redação

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email