O Defensor da Natalidade e da Redução da Assistência Social

Robert Thomas Malthus (1766 – 1834) sociólogo e economista inglês. Nasceu em Rockey, perto de Guilford, Surrey. Na Essay on Population (Ensaio sobre População) – 1798 – foi a sua principal obra. Com ela se tornou conhecido mundialmente, Robert Thomas Malthus foi criticado por não ter levado em conta o desenvolvimento das ciências e da técnica que abriria perspectivas, praticamente ilimitadas, sobre a produção de alimentos, nesta obra explica que a população universal cresce em proporção geométrica, enquanto a produção de alimentos cresce apenas em proporção aritmética. Explica, ainda, que o aumento populacional é sempre mais elevado que os do meio de subsistência. Sustentou, também que o problema da superprodução não só se torna intolerável devido às guerras, às epidemias e a fome crônica, que dizimam periodicamente parte do excedente demográfico.
As idéias de Robert Thomas Malthus suscitam controvérsia entre os pensadores da época. Porém, na segunda edição do seu ensaio, o autor, embora mantivesse o principio da população como base de sua teoria, deslocou para o segundo plano a questão das proporções matemáticas, introduzindo um elemento consciente, representado pelo que denominou de restrição moral. Propôs o reordenamento da idade nupcial e rigorosa continência sexual para o controle populacional. Muitos estudiosos, com base nas idéias de Robert Thomas Malthus, pretendem encontrar a moderna teoria da demanda efetiva. Teve o mérito de chamar a atenção dos economistas para o problema da demografia. Também escreveu a inquiry into the nature and progresso f rent (Inquérito sobre a natureza e a expansão da renda); principles of political economy (Principios de economias política) e Summary view of principle of population.
Enquanto a maior parte dos economistas, depois de Adam Smith e David Rivardo, afirmam que são necessárias terras, trabalho e capital que permita uma acumulação rápida, Robert Thomas Malthus entendia ser necessárias terras, trabalho e capital que permita uma acumulação rápida, Robert Thomas Malthus entendia ser necessário a poupança. Embora sua contribuição seja importante, para a economia é insuficiente.
Pode ser considerada, para época clássica, uma réplica à lei dos mercados de Say, na teoria das três fontes do valor, classificando as teses de David Ricardo por demais otimistas. Acreditava na necessidade de manter o inferno na terra. É evidente que o próprio Robert Thomas Malthus teve precursores do século 18, notadamente Berkeley, mas também o seu contemporâneo Lauderdale, e também Pierre Le Pessant e Mandeleville. Afirmava que o crescimento da produção, na economia capitalista, deve fundamentar-se no crescimento prévio da economia.
Esta é uma lei essencial do capitalismo porque permite distinguir, com evidência uma das diferenças fundamentais entre capitalismo e socialismo. Na economia capitalista o crescimento da produção é explicado, ao contrário, pelo crescimento do poder de compra que resultara do aumento das despesas das empresas. Para que isso ocorra é necessário que o plano ajuste o crescimento da oferta a procura que se prevê no futuro. A tese malthusiana do desenvolvimento, não obstante, oferecer algumas conclusões importantes, pode ser considerada insuficiente, a medida em que o próprio autor da teoria, certamente não viu todo o alcance de sua tese. Entendia que o desenvolvimento do comércio no interior do país criava novos mercados ao capital investido nas grandes empresas. Esquece apenas de dizer que o referido desenvolvimento é realizado em detrimento dos pequenos produtores tradicionais.
Robert Thomas Malthus afirma que o desenvolvimento do comércio externo é uma fonte importante de novos mercados. Adam Smith foi menos confuso ao afirmar que as exportações podem trazer um desenvolvimento do emprego do trabalho produtivo no país, o qual se encontra, por seu lado, na origem de um desenvolvimento do mercado interno. Finalmente, propõe manter, ou eventualmente aumentar, o numero dos produtos no ensaio sobre o principio da população afirmava que a miséria se deve, unicamente, ao crescimento demasiado rápido da população. Sustenta que o emprego e a produção podem ser aumentados com medidas de tendência para desenvolver a procura efetiva. Apenas em um estudo publicado em 1830 (Exposição Sumaria do Principio da População) é que o próprio autor se dá conta de que estas duas teses são inconciliáveis.
O principio do controle populacional divulgado por Robert Thomas Malthus, uma retomada de Aristóteles em sua obra política, pode ser entendido como uma estratégia do modo histórico e social de produção capitalista, para justificar, entre outras coisas, a divisão desigual entre os trabalhadores do produto da produção coletiva, que é apropriado apenas pelas classes hegemônicas, ou seja, que tem o controle político e econômico sobre outra classe ou sobre todas as classes sociais numa sociedade dividida em classes. Na realidade, o controle da natalidade é uma importante estratégia do capitalismo, uma vez que o Estado não precisará construir mais hospitais, escolas, creches, etc.

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