4 de dezembro de 2021

O apressado futuro, vira passado o nosso presente. Vamos nessa?

O grande perigo em tempos de turbulência, não é a turbulência: é agir com a lógica de ontem.

Drucker

A disrupção, ou simplesmente a ruptura causada por inovações que mudam comportamentos de consumo e acabam afetando cadeias econômicas, processos industriais, e mudam as bases da economia vigente, é hoje mais visível e compreendida do que foi no século XX.

Joseph Schumpeter

Um dos primeiros cientistas e pensadores a perceberem e alertarem para o processo disruptivo foi Joseph Shumpeter, um tcheco nascido em 1883, foi economista, lecionou antropologia e passou pelas duas grandes guerras. Já em 1932, antes da 2ª Grande Guerra, migrou para o Estados Unidos fugindo do Nazismo que se fortalecia. Foi um dos primeiros a chamar a atenção da necessidade de integração entre matemática e sociologia – fundou a Sociedade Econométrica em 1933 – para melhorar o entendimento das teorias econômicas.

O que hoje é conhecido e lembrado como Disrupção Criativa, Inovação Disruptiva ou outros adjetivos que descrevem o fato destas inovações que acabam alterando o equilíbrio e estrutura da economia vigente, se tornou um dos grandes fatores das rápidas mudanças que observamos no final do século passado, e neste, aumenta sua velocidade e apetite.

Dos inovadores, aos copiadores eficientes – tem uma frase fantástica de Peter Drucker que diz que o sucesso, hoje, vem dos copiadores eficientes e não dos criadores originais – a evolução contínua da economia altera não só para onde a riqueza vai mas principalmente o comportamento da sociedade. E isso está acontecendo cada vez mais rápido. A agilidade é fator essencial nas bases do sucesso de amanhã.

Alguns exemplos

Não precisamos ir muito longe, vamos lá para a década de 1870, onde o Sr, Bell e o Sr. Gray se esforçavam para melhorar e ampliar as qualidades do telégrafo, que já havia revolucionado o mundo iniciando uma era onde a comunicação ganhou mais velocidade e importância na vida das gerações. Atropelando cavalos e carroças, ultrapassando os lentos navios e barcos da época o telegrama enviava a informação na velocidade da eletricidade. Uma comunicação ainda cara e que obrigava a mensagens bem mais curtas que os tweets de hoje, mas já mudavam o mundo.

No dia 10 de março de 1876 o Sr. Bell grita de um lado: “- Senhor Watson venha cá, preciso do Senhor” e do outro lado pela primeira vez um ser humano, Watson, houve a voz humana transmitida pela corrente elétrica. Estava criado o telefone.

De lá pra cá este novo aparelho se difunde e começa sua revolução nas sociedades. Um modelo, uma tecnologia substituindo a outra, com fio, sem fio até 2007 quando Steve Jobs cria o IPhone e o telefone deixa de ser só um telefone e vira mais que um produto, vira uma necessidade para os consumidores mundiais. Estamos ainda em pleno vôo, vivenciando essas mudanças e já podemos entender o muito que esta caixinha preta representa no nosso comportamento e na própria humanidade.

Se considerarmos as mudanças – que não foram poucas – e a evolução do telefone em 130 anos com as que estão acontecendo nestes últimos 18 anos temos uma impressão mais próxima da realidade, velocidade e profundidade que as inovações podem provocar.

Vem daí o conceito da Turbulência de Mercados, períodos onde a infraestrutura e as bases Econômicas estão assentadas em sucessos que parecem perenes e de repente são atingidos por uma nova idéia que irá permear e modificar o comportamento do mercado e por contingência nós, os consumidores. Podemos lembrar do Disco de osso 78 rotações para o vinil, depois para o CD, o DVD e o Streaming que fez virar pó empresas gigantescas como a Blockbuster e tantas outras.

Outro exemplo, a fotografia, desde o Daguerreótipo – do francês Louis Jaques Mandé Daguerre (1789-1851) – ao aparecimento de grandes empresas globais como a Kodak que reinou durante décadas e após a década de 50 sofreu grandes perdas com o surgimento da Polaroid, da fotografia instantânea, que encantou o mercado e que por sua vez quase faliu em 2001 por conta da onda da digitalização das imagens, das fotos digitais que pularam das câmeras de fotografia para a caixinha preta do Sr. Jobs.

Para as novas gerações é difícil imaginar como o mundo era há uma ou duas gerações passadas, e nem há muito tempo pra isso, estamos sendo consumidos pelas novidades tentando acompanhar o ritmo acelerado que se impõe a quem quer ficar atualizado.

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