O antagonismo e o Dia Mundial do Meio Ambiente

Esse é o terceiro ano consecutivo que tenho a oportunidade de escrever nesse importante espaço sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente. Certamente, alguns sabem de meu convencimento que iniciativas pontuais e sem escala, regulamentações isoladas e descontinuidade de ações governamentais, tem contribuído negativamente para o avanço da agenda ambiental. Nesse sentido, olho para trás e embora veja bons exemplos, esforços e otimismo nessa pauta, ainda estamos verdadeiramente longe do Desejável. 

Não é em face das diversas operações associadas a apreensão ilegal de madeira, índices crescentes de desmatamentos ilegais, queimadas, vigor da indústria da ilegalidade,  troca de acusações entre lideranças, falta de transparência e controle social e por toda a lógica econômica que fundamenta esses ilícitos, mas também, pela fragilidade duradoura nas instituições públicas, responsáveis por essa temática, que ainda carecem de um novo olhar, mais contemporâneo, com profunda reflexão sobre suas interfaces, ou seja, instituições frágeis, não permitem esses avanços, não por ausência de protagonismo técnico, mas pela impossibilidade ou ausência de tempo na arte do pensar. 

Instituições fortes permitem esse exercício, pois são imprescindíveis tanto para o seu funcionamento, quanto para a manutenção interna do que se entende por Desejável. 

Sabemos que não é fácil uma agenda, que acaba sendo apresentada como periférica, em face de outros temas serem considerados prioritários, sem talvez, uma compreensão de uma visão sistêmica, pois estamos falando também de manutenção da vida, logo, o exercício de planejar atividades incorporando variáveis ambientais, como um processo evolutivo é irreversível, de modo a identificar ameaças e oportunidades em prol de um crescimento com sustentabilidade. 

É bem provável que algum leitor já tenha lido algo parecido, na mesma linha de raciocínio e, talvez, tenha a mesma percepção do que está sendo aqui apresentado, mas me parece que a forte oposição de ideias, princípios, tendência contrária e o que vem minando mudanças institucionais, não é somente orçamento, contratação de pessoas e toda uma problemática estrutural, mas a baixa expectativa por mudanças nas políticas institucionais. 

Dito isso, o Dia Mundial do Meio Ambiente continua sendo uma boa oportunidade para se pensar, avaliar e/ou criar uma postura crítica e proativa em relação aos problemas e soluções ambientais existentes e seus instrumentos institucionais. É comemorado em 05 de junho, foi instituído pela Assembleia Geral da ONU – Organização das Nações Unidas, em referência da  1ª Conferência Mundial do Meio Ambiente, em Estocolmo, na Suécia, oportunidade que se criou também o PNUMA – Programa das Nações Unidas para o meio ambiente. 

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