Infelizmente o estado do Amazonas e sua capital Manaus estão vivendo uma das piores semanas de sua história. Mortes, internações, número de leitos insuficientes; e o pior: muitos dos óbitos em virtude da falta de oxigênio nos hospitais. Além disso, existem muitas pessoas falecendo em suas próprias residências por falta de vagas nas instituições de saúde e ausência de assistência.

Sob o aspecto humanitário, a situação é desesperadora. O nosso Estado literalmente está na UTI e precisamos de uma força-tarefa com a participação de todos os agentes públicos, em todas as instâncias e com todos os instrumentos de estado, dentro da legalidade, para procurar diminuir esse contágio em alta escala.

A grande probabilidade de que uma nova variante do vírus esteja em circulação na nossa região torna o quadro ainda mais preocupante, uma vez que a tendência é de que esta mutação do novo Coronavírus tenha um maior poder de disseminação, além de ainda estar sendo pesquisada para que se possa conhecer, mais profundamente, todas as características desta cepa. 

Por outro lado, vemos exemplificado no cenário aterrador que vive Manaus e Amazonas, o que a ausência de gestão pode gerar a curto, médio e longo prazo. Para administrar, em qualquer âmbito, seja privado ou público, é preciso estar amparado nos fundamentos de gestão, ainda mais em um Estado de grandes dimensões territoriais e de difícil acesso a várias áreas do seu espaço, como é o nosso.

Na administração pública, cada vez mais, mostra-se fundamental o preparo, o planejamento e a efetividade de ações em benefício da sociedade. Não há mais lugar para amadorismo, improviso, subterfúgios ou quaisquer interesses que não sejam republicanos. O interesse público deve vir sempre em primeiro lugar sobre qualquer disputa ideológica e/ou política. Ainda que a pandemia tenha sido algo inesperado em todo o Planeta, a prevenção e o preparo para possíveis cenários adversos podem minorar os problemas, se estes vierem a se concretizar em algum momento. Ou seja, é preciso ter a capacidade administrativa de enxergar probabilidades, sejam estas prováveis ou remotas, de forma a se antecipar aos problemas. E me refiro ao País como um todo, ao longo de várias gestões que já tivemos, e não apenas às atuais. 

Os órgãos de controle precisam estar mais atentos do que nunca, tanto aqui como em todo o resto do Brasil, para que a população não continue a pagar um preço tão alto por gestões temerárias e descompromissadas com a coisa pública, como temos vivido, infelizmente, em muitas “administrações” por toda a Nação. Hoje o que temos visto é que muitas vezes o preço pago tem sido com a própria vida das pessoas.

Como é de conhecimento nacional e até internacional, nosso Estado está sofrendo com a falta de oxigênio para os pacientes que dependem deste aparelho para sobreviver, em virtude do comprometimento das funções pulmonares, o que tem levado muitos pacientes acometidos de Covid-19 a óbito por asfixia, fato este terrível e indescritível. Ao mesmo tempo, o Amazonas enfrenta outras incertezas, como acerca da aplicação ou não do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM 2020) que está marcado para o dia 17 e 24 de janeiro de 2021, mas que não tem a mínima condição de ser aplicado na capital amazonense e nem em outros municípios em virtude do caos na saúde pública que estamos passando e do iminente risco de contaminação ainda maior com aglomerações.

Apesar de todo este cenário desolador, precisamos ter fé, esperança e atitudes corretas e coerentes como cidadãos que conhecem e exercem seus deveres e seus direitos, na defesa do bem público, especialmente do primeiro bem que DEUS concedeu a todos nós, que é o fôlego de vida. Que nosso Estado e nossa Manaus possam, em breve, sair desta situação estarrecedora que estamos vivendo e que, depois de tudo isso, possamos renascer com uma nova consciência cívica, entendendo qual o papel que, de fato, devemos exercer em uma democracia para que esta seja plena; não abrindo mão daquilo que é fundamental para todos nós, nossas famílias e nossos concidadãos. Infelizmente não será possível reparar as perdas que tivemos, como as vidas de familiares e amigos que foram ceifadas em meio a toda esta tragédia. Mas podemos e devemos ter uma nova atitude para que as próximas gerações não precisem passar por situações tão devastadoras como essa que estamos passando. Que DEUS abençoe nosso povo e venha a nos trazer o socorro divino, no Nome de JESUS!

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