Novos shoppings e 13º devem garantir estabilidade do setor nas vendas de Natal

As principais entidades representativas do comércio varejista no Brasil estão cautelosas em relação ao desempenho das vendas no Natal deste ano. O motivo é a crise financeira mundial. Mesmo assim, a maioria acredita em um bom Natal, ainda que quase todas sejam unânimes em avaliar que o volume de vendas, apesar de positivo, não vai ultrapassar o apurado em 2007.
A Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings), por exemplo, que esperava um crescimento entre 10% a 12% para o setor, fará uma revisão das metas até o próximo dia 31 de outubro. Segundo o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun, no ano passado o setor cresceu 10%. Este ano estão funcionando 15 novos shoppings e a expectativa é que até o fim de 2008 mais sete sejam inaugurados.
Apesar da expansão, o presidente da Alshop fez uma ponderação. “O sistema de crédito está restrito e as taxas de juros, crescendo. Para o Natal, as empresas já organizaram os seus estoques. Os lojistas que trabalham com produtos importados são os que mais sofrerão, já que a taxa de câmbio ainda não está num patamar real”, assinalou.
Sahyoun apostou na entrada no 13º salário, que vai injetar dinheiro na economia. Além disso, os bancos estatais estão com uma política de empréstimos com taxas mais baixas. “Nós acreditamos que, como o poder aquisitivo da população de baixa renda cresceu bastante, ainda haja fôlego para as compras de fim de ano.” Segundo estudo da Alshop, o brasileiro compra, em média, de 20 a 25 presentes no Natal.
Já a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas acredita que o varejo terá um desabastecimento no Natal, principalmente em relação aos eletroeletrônicos. Segundo a assessoria do presidente da entidade, Roque Pelizzaro Júnior, o problema também está relacionado ao câmbio.
“O importador não fará as encomendas natalinas com o dólar neste patamar.” Ele disse que, sem produtos para vender, os lojistas não irão arriscar nas contratações temporárias. “O Banco Central demorou a intervir no mercado e vender dólares, como fez no início de outubro”, avaliou.

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