Novo papa e velhos desafios na agenda da Igreja Católica da América Latina

Passadas as primeiras emoções e festividades da eleição do primeiro papa latino-americano da história da humanidade, o mundo católico aumenta suas expectativas em torno da agenda que norteará as ações iniciais do argentino Jorge Mário Bergoglio, o Francisco 1°, agora estrela máxima do Trono de São Pedro.
Veículos da imprensa argentina e brasileira divulgam notas e comentários sobre as ligações do novo pontífice com a Ditadura Militar que infelicitou a população portenha a partir de meados da década de 70, contracenando com o sequestro de crianças, filhas de militantes esquerdistas que combatiam o general Jorge Rafael Videla, que então impunha um regime de terror no continente.
Decorridos mais de 30 anos, cabe o questionamento: Jorge Bergoglio mudou ou não com o tempo? Tomara que sim, apostam os católicos sul-americanos, entendendo que esse comportamento é o mais adequado para o momento e ver até que ponto Francisco 1°, de férrea formação conservadora, enfrentará desafios como a corrupção que incomoda o Vaticano, a questão da pedofilia no seio da igreja e o casamento gay, dentre outras situações pontuais.
Francisco 1° também terá que quebrar paradigmas como a hegemonia da Itália no corpo do governo episcopal vaticanense. O tempo, juiz implacável, dará o seu testemunho justo, com certeza. De todo modo, nosso voto de confiança ao sucessor de Bento 16. Afinal, mil anos depois, um bispo “hermano” comanda o Vaticano e tem a chance de mobilizar a Igreja Católica no combate à miséria social e econômica de um continente que ele conhece como poucos. Francisco 1° não pode falhar.

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