Novo governador busca apoio a Aécio

O novo governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho (PP), tomou posse na Assembleia Legislativa do Estado prometendo usar o prestígio político do cargo para tentar levar o seu partido a apoiar nacionalmente a candidatura presidencial do senador Aécio Neves (PSDB).
O PP hoje comanda o Ministério das Cidades e integra a base de apoio ao governo Dilma (PT). “O PP é nuclear em Minas desde o primeiro momento. Naturalmente é um partido que tem uma realidade nacional que não foge aos demais partidos, uma diversidade em cada Estado, mas nós estaremos aqui procurando levar o partido nacionalmente para a candidatura do senador Aécio”, afirmou.
Por causa dessa diversidade regional, o PP se manteve neutro na disputa presidencial de 2010, liberando as suas bases. Aécio tem tentado atrair o apoio do partido, mas sabe que não será tarefa fácil. Ele, contudo, espera ao menos a neutralidade.
Para atrair o PP, tucanos cogitam, por exemplo, escalar a senadora Ana Amélia (PP-RS) para ser a vice na chapa nacional. Ela, que participou hoje em BH da posse do novo governador, é pré-candidata do PP ao governo do Rio Grande Sul.

Continuidade
Alberto Pinto Coelho é aliado de primeira hora do senador Aécio. Foi líder do então governador tucano no Legislativo no primeiro mandato dele (2003-2006) e na sequência virou presidente da Assembleia Legislativa.
Em 2010, virou vice-governador do também tucano Antônio Anastasia, que deixa o mandato para coordenar o programa eleitoral de Aécio. Anastasia também deve concorrer ao Senado.
Pinto Coelho vai assumir o governo mineiro após 11 anos e três meses das gestões do PSDB. Ele vai manter os principais secretários de Anastasia, o chamado núcleo duro (como governo, Planejamento e Fazenda). Ele disse que fará um governo de continuidade.
“Vou dar sequência à obra iniciada por Aécio e seguida por Anastasia. É um governo que dará continuidade, tem o mesmo norte, a mesma filosofia e os mesmos princípios”, disse ele sobre os próximos nove meses.

Ex-prefeito de Caruaru assume lugar de Campos
Superada a mágoa por ter sido preterido na disputa pela sucessão de Eduardo Campos (PSB-PE), o vice-governador João Lyra Neto (PSB-PE) assumiu na sexta-feira o governo de Pernambuco por nove meses. Campos deixou o Executivo para se dedicar exclusivamente à campanha pela Presidência da República.
Lyra, 67, foi por duas vezes prefeito de sua cidade natal, Caruaru, no agreste de Pernambuco, a 135 km do Recife. Comandou a cidade de 1988 a 1992 e de 1997 a 2000, fazendo obras que até hoje são símbolo do município, como o Pátio do Forró e o Autódromo Ayrton Senna.
Ele também mudou o endereço da centenária Feira de Caruaru, o que impulsionou seu desenvolvimento. Formado em direito, também foi deputado estadual e secretário estadual de Saúde durante o primeiro governo Campos (2007-2010).
Acumulou a pasta ao cargo de vice e, em sua gestão, construiu as primeiras UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento) e dois dos três hospitais regionais prometidos por Campos durante a campanha de 2006.
Também enfrentou uma grande polêmica com os sindicatos de médicos e demais servidores de saúde ao contratar OSs (organizações sociais) para administrar as unidades de saúde do Estado. Como ocorreu em diversos órgãos públicos do país, a medida foi vista pelos sindicalistas como uma maneira de privatizar a saúde pública em Pernambuco.
Na virada do primeiro para o segundo, governo e partidos da base aliada tentaram forçar Eduardo Campos a tirar Lyra da chapa como vice. A lealdade do governador pesou na decisão do caruaruense de não romper com o presidenciável apesar da mágoa por não poder disputar o Palácio do Campo das Princesas.
Se irá apoiar o escolhido de Campos para a disputa, o secretário da Fazenda, Paulo Câmara (PSB), ainda é uma incógnita. Em sua primeira gestão como vice-governador, teve uma de suas três filhas, Raquel, hoje deputada estadual pelo PSB, à frente da Secretaria da Criança e Juventude.
Especulou-se que, com a ascensão do pai ao governo, Raquel assumiria a liderança do governo na Assembleia Legislativa. Ontem, ao anunciar seu secretariado, informou que esse cargo não está na lista dos 11 em que houve mudança. O defensor do governo na Casa ainda é o deputado Waldemar Borges (PSB).

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