Novo ano: esperança renovada

O ano de 2017 chegou, e com ele muitas dúvidas sobre a progressão ou não da crise política e econômica no país. E para falar sobre a perpectiva para este ano em algumas Entidades de Classe do Amazonas, os presidentes dos centros e associações disseram estar otimistas para o segundo semestre deste ano.

Para o presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Wilson Luis Buzato Périco: “2017 será um ano difícil para a economia do país, principalmente, para a Indústria. E para o Cieam será um ano de muitos desafios, perseverança e superações. Isto para conseguirmos dar aos nossos Associados aquilo que eles esperam de uma entidade como o centro”.

Segundo o presidente Périco, entre os grandes desafios que a Cieam estará prospectando para 2017, serão: assegurar e melhorar a conpetitividade dos investimentos do PIM; atrair novos investimentos; diversificar a atividade do PIM; e como desenvolver novas matrizes econômicas para o Polo.

ACA
Já para o presidente da Assembleia Geral da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Ismael Bicharra Filho, por conta da crise no país que atingiu o comércio em geral, gerando o desemprego e o fechamento de muitos estabelecimentos comerciais, a ideia é chamar os empresários e discutir estratégias para que possa manter suas empresas e lojas de pé. “Acredito que esta crise só irá estagnar no segundo semestre de 2017, com um crescimeto lento de vendas e abertura do comércio. Por enquanto, o que devemos fazer é mostrar para os empresários como está a situação do Brasil em um plano macro, a realidade”, enfatiza o presidente.

Bicharra disse que os esforços do presidente Michel Temer sobre desburocratização das leis trabalhistas e apertando os bancos sobre a alta taxa de 16%, que estão sendo cobrado abusivamento em cima dos cartões de créto, são algumas das saídas para diminuir a crise no país. “Vejo que, mesmo com essa crise histórica, nunca vista antes no país, o nosso empresário amazonense é um guerreiro, por manter a sua empresa funcionando, também sem gerar o desemprego abusivo”, disse ele.

Abrasel
E no setor alimentício, a presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Amazonas), Lilian Guedes, disse que sua expectativa para 2017, é de que a política e a economia possam estagnar a crise no país, congelando os valores dos preços, possibilitando o aquecimento nas vendas. “Estou bem confiante para o ano que vem. O que podemos perceber deste ano de 2016, é que as pessaos tinham dinheiro para investir em um negócio no seguimento alimentício, porém a crise as deixou intimidadas para o investimento. E os clientes para comprar. Porém, tivemos pequenos empresários que investiram na abertura de um pequeno negócio, como Food Truck, que custa hoje o valor de R$50 mil, e de um restaurante, o valor de R$ 100 mil. Espero que os investimentos tenha um aquecimento bem maior no ano que vem”.

Guedes ressaltou ainda que este ano, abriram muitos bares nas zonas de alto padrão de Manaus, como Vieiralves e outros. “Hoje, tá muito fácil abrir um negócio no setor alimentício, o problema é permanecer. Mas ainda entendo, que até o segundo semestre de 2017, os bares e restaurantes de Manaus estarão bem no mercado”, ressalta ela.

Fercomércio
Outra expectativa otimista, é a do presidente da Fercomércio (Federação do Comércio do Estado do Amazonas), José Roberto Tadros. Para ele, o ano de 2017 será bom para o Comércio local. “Vimos esse aquecimento agora no final do ano. Mas, mesmo assim, esses últimos 4 anos de crise, foram tenebrososo para o país. Acredito que esta crise foi maior que todas já existentes no país, até mesmo a do ex-presidente Fernado Collor, nos anos 90. Mas, a riqueza do país e a força do braço do brasieliro vão fazer com que este país retome a sua boa economia. Pois, não acredito que só tivemos 12 milhões de desempregado, mas acho que chegamos na casa dos 19 milhões. Foi um dado alarmante para um país tão rico”, disse o presidente.

Tadros ressaltou ainda que o desemprego de 40 mil amazonenses, também influenciou a queda nas vedas no comércio em geral. “Por exemplo, pudemos ver o setor hoteleiro, onde tivemos uma grande massa de 80% de desempregados no Estado. Outro setor atingido, foi o de turismo, que também teve uma queda na procura. Então acredito que é um ciclo vicioso. Se mexe num setor, abala outros setores também. Mas com esse breve aquecimento, acredito que em 2017, as pessoas vão está mais confiantes em comprar e investir em todos os setores”, finaliza o presidente.

Fieam
Também confiante que o segundo semestre de 2017, de que a economia irá melhorar, o economista da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Gilmar Freitas, afirma que os dados da economia brasileira atualmente, não mostra uma entrada de ano otimista. “Só a partir de junho deste ano, esperamos mais investimentos do governo para o Setor da Industriário”

Mas, o que mais gerou a crise no setor, segundo o economista Freitas, foi a pouca linha de crédito oferecida pelo governo federal e o bancos, como BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). “As grandes empresas até conseguiram se segurar. Mas o problema para os empresários das pequenas e médias empresas que, sem crédito, não tinham como investir. E as poucas Linhas de Crédito que são oferecidas ao empresário, as exigências e grarantias são altas, fazem com que o mesmo desista do crédito”, explicou ele. Entende-se por entidade de classe, uma sociedade de empresas ou pessoas com forma e natureza jurídica próprias, de natureza civil, sem fins lucrativos e não sujeita a falência, constituída para prestar serviços aos seus associados. Toda entidade de classe tem em comum a gratuidade do exercício de cargos eletivos.

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