Nove meses para deixar sua marca no governo

Além da responsabilidade de ter nas mãos a máquina do poder Executivo do Amazonas, Omar Aziz terá a responsabilidade de garantir a conclusão e continuidade dos programas e obras governamentais que alçaram este grupo político, do qual pertence e o qual é liderado pelo ex-governador Eduardo Braga, ao mais alto posto do poder no Estado.
A continuidade dos programas é a bandeira de campanha, tanto de Braga que será candidato ao Senado, quanto de Aziz, que deverá pleitear a reeleição.
Projetos que deram certo e, segundo Braga, imprimiram a marca deste que já considerado o governo com mais aprovação popular da historia do Amazonas, são o próximo passo de Omar Aziz. Neste pacote, estão Zona Franca Verde, Projetos da Região Metropolitana de Manaus, abastecimento de água, recuperação de igarapés, reestruturação da malha viária do Estado e obras do gasoduto e de preparação de Manaus para a Copa do Mundo de Futebol 2014.

Zona Franca Verde

Por meio da promoção do manejo florestal sustentável, a Zona Franca Verde fortalece as cadeias produtivas, tornando-as mais rentáveis. Estabelece políticas de assistência técnicas e capacitação, apoiando o beneficiamento, a comercialização de produtos e oferecendo crédito aos produtores. A Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas – ADS colocou os produtos nos supermercados e nas feiras de Manaus. O produtor passou a receber incentivos da Agência de Fomento do Estado do Amazonas – Afeam, por meio do crédito do cartão Zona Franca Verde, a juros baixos. Em 2003, quando o programa foi implantado, 1.800 famílias foram beneficiadas. Em 2009, os financiamentos chegaram a 29.300 famílias.

Proama – Programa Água para Manaus

A obra tem investimento de R$ 249.781.368,42 e capacidade para fornecer 210 milhões de litros de água tratada por dia. Inicialmente mais de 300 mil pessoas serão beneficiadas. A infra-estrutura do Proama inclui uma elevatória de água bruta, cinco estações elevatórias de água tratada, cinco centros de reservação e implantação de 69 km de tubulação para distribuição de água. Quando estiver concluída e funcionando em sua capacidade máxima, a unidade terá capacidade para o abastecimento de um milhão de pessoas.

Reformulação da malha viária do estado

Um dos maiores problemas do Amazonas, a distancia entre as cidades e o fato do Estado ser entrecortado inteiramente por rios, o que limita o acesso ao interior aos barcos e á malha hidroviária, começou a ser revertido pelo atual governo do Estado. Apenas nestes primeiros meses do ano, mais de 4 grandes obras de estradas foram entregues pelo governo.
Entre as principais rodovias, destaca-se a recuperação das Rodovia Am-010 (que liga Manaus à Boa Vista); Am-070 (Manaus/Iranduba/Manacapuru), Am-352 (Manacapuru/Novo Airão) e ainda a construção total das estradas, a AM-254 (estrada de Autaze), BR-307 (que liga Atalaia do Norte à Benjamim Constant) na região mais próxima de Tabatinga e a BR-317 (rodovia que liga o município de Lábrea até a divisa com o Estado do Acre).
Um dos destaques, dentro das obras viárias do governo, o atual chefe do executivo estadual destacou a viabilização da interligação de Silves com Itapiranga. Esta semana foi inaugurada pelo ex-governador Eduardo Braga e Omar Aziz, a AM-363, mais conhecida como Estrada da Várzea, obra que vai promover a integração e o desenvolvimento socioeconômico de Itapiranga, Silves, São Sebastião do Uatumã, Urucará e Nhamundá.
Localizada no quilôme­tro 230 da AM-010, que liga Manaus a Itacoatiara, a AM-363 tem 110 quilô­metros de extensão e beneficiará vários mu­ni­cípios de várzea indiretamente.
A conclusão do asfal­tamento dos últimos 30 quilômetros, desde a en­trada da rodovia até a pri­meira ponte, eliminou os gargalos e vai facilitar o escoamento da produção local para Itacoatiara, Rio Preto da Eva, Presidente Figueiredo e Manaus, o principal mercado consu­midor.
A obra faz parte de um pacote de ações destinado a interligar os municípios e a facilitar o escoamento da produção de cada um deles.
A iniciativa, que faz parte de um projeto maior, o Zona Franca Verde, abrange também a AM-330 e põe na rota terrestre o município de Silves.

Prosamim – Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus

Treze igarapés recuperados e dez mil famílias remanejadas. As obras do Prosamim têm investimentos de R$ 530 milhões. O projeto abrange 32 quilômetros quadrados de área revitalizada, envolvendo 33 bairros e o Distrito Industrial. As ações do programa envolvem o tratamento das nascentes e monitoramento da qualidade da água dos igarapés, melhoria da habitação, do saneamento básico, da saúde e da segurança pública, modificação e construção de novos aspectos urbanísticos, com a inclusão de esporte e lazer, criação de áreas verdes e organização comunitária. A promessa de Eduardo Braga é de se implantar programas de recuperação de igarapés e revitalização de áreas ribeirinhas, no interior, semelhante ao Prosamim. Mais um desafio ao novo governador.

Nova Avenida das Torres corta a cidade de Manaus

Além do interior, a cidade de Manaus também recebeu tratamento especial do atual governo, ficando a cargo de Omar Aziz inaugurar, em maio, o principal cmplexo viário da capital – a Avenida das Torres, que vai ligar a Cidade Nova, na zona Norte, e os bairros do Aleixo e Coroado, nas zonas Sul e Leste da cidade. Com investimento na ordem de R$ 30 milhões, a Avenida das Torres é o maior eixo urbano construído em Manaus nos últimos dez anos. “Esse é um projeto típico de reestruturação viária urbana da cidade de Manaus. Será uma estrada de auto uso, o que será um grande impacto positivo para o trânsito da cidade”, comentou o ex-governador Eduardo Braga.
A construção da Avenida das Torres vem para sanar a questão do excesso de fluxo nas principais rodovias da cidade. Será a alternativa mais viável entre o Distrito Industrial e o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, situados em zonas bem distintas da cidade, facilitando o escoamento da produção do DI e desafogando ainda o tráfego nas avenidas Constantino Nery, Djalma Batista, Efigênio Sales e Grande Circular.
”Com essa avenida, Manaus terá mais mobilidade e nosso projeto é continuar a obra até que seja possível emendar a AM- 010 e a BR-174. Vai ser uma alternativa para problema do transito que a cidade enfrenta” afirmou Omar.
A obra está praticamente pronta para entrar em operação, faltando completar apenas algumas áreas em função de alterações ou adaptações nos projetos. O chamado Eixo 1.000, ou seja, a pista da direita, que parte da Alameda Cosme Ferreira, no bairro do Coroado, até a Avenida Timbiras, na Cidade Nova, vem recebendo serviços de terraplenagem e imprimação nos trechos onde o projeto inicial sofreu alteração, como na entrada pela Rua da Penetração pela Alameda Cosme Ferreira, ao lado de uma distribuidora de Cimento Nassau.
A extensão total da Avenida das Torres é de 9.200 metros, sendo que este primeiro trecho, até a Avenida Timbiras, na Cidade Nova, é de 6.200 metros. Os outros dois trechos, o 2 e o 3, que serão construídos posteriormente, irão da Avenida Timbiras até o Igarapé do Passarinho, no extremo norte de Manaus. A Avenida das Torres terá três pistas de cada lado. As calçadas laterais terão três metros de largura, enquanto a calçada interna terá um metro.

Ponte e RMM

Considerada uma das principais idealizações pessoais do ex-governador Eduardo Braga, a criação da RMM (Região Metropolitana de Manaus) é uma das prioridades de qualquer governante, diz o recém empossado governador, Omar Aziz. Após 3 anos de existência, a chamada RMM, que compreende 8 municípios – Itacoatiara, Manacapuru, Iranduba, Careiro, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Novo Airão e Manaus, envolve, não apenas obras de estruturação, como também interligação viária e econômica entre estes municípios, no que o governo compreende como ‘desenvolvimento compartilhado’.
“A Região Metropolitana não é um projeto no papel. É um programa que inclui a construção da maior ponte de água doce do mundo e inclui o desenvolvimento das cidades no entorno de Manaus. O Omar conhece muito bem o projeto e a intenção da construção da Ponte e da implantação do Plano Diretor. É um dos compromissos dele”, avaliou Braga.
Para os próximos meses, Omar Aziz terá a responsabilidade de discutir e aprovar o Plano Diretor para direcionar os investimentos e aumentar o índice de desenvolvimento destas cidades. Segundo o secretário da RMM, René Levy, projetos em andamento, como o gasoduto, a Ponte sobre o Rio Negro e a preparação para a Copa de 2014, serão as principais molas de desenvolvimento do traçado metropolitano, que precisam ser administrados para serem melhor aproveitados.

Uma ponte para o desenvolvimento compartilhado

O que é, historicamente, um modelo de desenvolvimento quase exclusivo da cidade de Manaus, o Polo Industrial, passa a ser uma alternativa real de desenvolvimentotambém para os outros municípios que integram a Região Metropolitana de Manaus. Com a viabilização do gasoduto e a construção da Ponte sobre o Rio Negro, já começam a surgir as novas oportunidades de negócios nas outras cidades. Segundo René Levy, o governo do Amazonas já está recebendo grupos industriais interessados em se instalar em Manacapuru, Iranduba e Itacoatiara. “O pólo industrial da cerâmica em Iranduba, por exemplo, já começou a fazer um upgrade e já está começando a produzir novos estilos de cerâmica. Não será mais só a vermelha, mas também, a branca e a fina”, comenta.
Com a finalização da obra da Ponte, a tendência, segundo o governador do Amazonas, Eduardo Braga, é que haja uma corrida industrial nestas áreas por novos espaços, com incentivos, mas com preços de terra mais baratos, mão-de-obra e proximidade com as matérias-primas. “É o conceito de desenvolvimento compartilhado. Se em Manaus o terreno para construir a empresa está mais caro, Manacapuru pode oferecer uma condição melhor, a poucos quilômetros da capital”, disse.
Segundo René Levy, ao final deste mês, todo o tabuleiro da margem esquerda da Ponte será concluído, juntamente com a torre central do mastro, totalizando 73% da obra concluída. “Vamos entregar esta que é considerada a maior obra de integração estadual do Mundo, dentro do prazo e depois das eleições, para que isto não contamine o pleito.
Um total de 3.300 pessoas trabalham na obra da Ponte sobre o Rio Negro, de acordo com informações da SRMM. Todas as definições que irão constar do Plano Diretor da região, estão sendo discutidas por um Conselho formado por 24 representantes dos oito municípios.

Gás chega para impulsionar o Amazonas

O atual governo do Amazonas, que encerra um capítulo importante com a saída de Eduardo Braga, foi marcado por grandes obras e programas ousados, como a construção do Gasoduto Coari-Manaus, que modificou totalmente a matriz energética do Estado. Antes disso, o Amazonas reinjetava na terra o gás encontrado na plataforma de Urucu – maior produtora de petróleo do Amazonas, localizada no município de Coari.
Inaugurado em 2009, o Gasoduto muda a matriz energética porque substituiu, em pequena escala, a princípio, o combustível fóssil pela energia limpa e segura, abrindo possibilidades para que, no futuro, o Amazonas abra mão do uso da energia poluente e passe a emitir gases de efeito estufa, em patamares próximos ao zero. “É um sonho que já começou a ser realizado. O gasoduto nos mostrou que o gás vai chegar. È um processo um pouco lento, que envolve produção, distribuição e mudança de tecnologia, mas vai nos permitir adotar cada vez mais técnicas de preservação da natureza”, disse Braga.
Para Omar, o Amazonas dá lição ao resto do País com o modelo industrial, o modelo de preservação ambiental e agora com a construção de um gasoduto que, mesmo cortando parte da área verde do Estado, elaborou planos de compensação dos município envolvidos e resultou na criação de 17 unidades de conservação. “Além de gerar empregos, abrir possibilidades econômicas, o gasoduto também buscou preservar o meio ambiente”, comemorou o novo governador do Amazonas, Omar Aziz.

Copa de 2014

O que começou como uma vontade pessoal dos dois chefes do Executivo estadual, Eduardo Braga e Omar Aziz, acabou se tornando uma promessa de reestruturação total de Manaus. “É pra termos um verdadeiro canteiro de obras nos próximos anos dentro da cidade de Manaus”, prometeu o governador Omar.
Manaus levantou a bandeira da Copa 2014, quando foi decidido pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) que a capital do Amazonas tinha sido escolhida como uma das 12 subsedes do evento.
A Copa Sustentável, criada pela equipe governamental, agradou e já fez escola no resto do mundo. “O nosso projeto para a Copa vai fazer de Manaus uma cidade moderna, com obras de infraestrutura como o novo sistema de transporte, monotrilho e o BRT (Bus Rapid Transit)”, lembrou Braga.
Apenas para este novo sistema de transporte os recursos previstos são da ordem de R$ 2 bilhões, sendo o monotrilho orçado em R$ 1.307 bilhão, com capacidade para transportar 201.853 passageiros por dia.

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