22 de abril de 2021

Novas universidades lançam mais advogados

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A advocacia de São Paulo recebeu neste ano um novo contingente de quase 11 mil novos profissionais, segundo levantamento baseado nos dois Exames feitos em fevereiro e junho.

No duelo imaginário que as grandes redes de ensino disputam com as escolas tradicionais de direito todos os lados têm motivos para comemorar. Enquanto escolas como USP (Universidade de São Paulo) e PUC (Pontifícia Universidade Católica) continuam insuperáveis em termos de eficiência, as novas escolas de direito, como as da rede Unip e da FMU (Faculdades Metrolitanas Unidas),  operando em escala industrial, conseguem colocar cada vez mais profissionais no mercado de trabalho da advocacia. Enquanto a USP consegue aprovar 7 em cada dez de seus alunos no Exame de Ordem, a Unip, com uma legião de candidatos, conseguiu aprovar mais de 1.400 de seus quase 9 mil alunos que participaram dos mesmos Exames de Ordem.
Com base nos resultados dos Exames de Ordem 131º (fevereiro de 2007) e 132º (junho de 2007) da OAB-SP, a Consultor Jurídico elaborou o ranking das escolas de Direito que tiveram alunos na disputa. Ou melhor, dois rankings: num as escolas foram classificadas de acordo com o índice de aprovação alcançado; no outro a classificação foi feita de acordo com número absoluto de alunos aprovados.
Para o ranking por índice de aproveitamento, que expressa a relação entre o número de alunos da escola que fizeram as provas e o número de alunos aprovados, foram consideradas as 119 escolas que inscreveram, pelo menos, 20 candidatos nas provas. Para o ranking por número absoluto de alunos apovados foram elencadas as 273 faculdades representadas no Exame. Trata-se de ranking não oficial, sem reconhecimento da seccional paulista da Ordem.
 Os dois Exames, feitos em fevereiro e em junho de 2007, tiveram, somados, a participação de 46.376 candidatos, representando 273 faculdades de Direito. ] No total, foram aprovados 10.978 candidatos, o que corresponde a um índice geral de 23,67% de aprovação. Destes números já salta um fato espantoso: a advocacia de São Paulo recebeu, neste ano um novo contingente de quase 11 mil novos advogados.
Em termos de eficiência, o melhor investimento continua sendo passar no vestibular de uma escola tradicional, de preferência a vetusta escola do Largo São Francisco da Universidade de São Paulo. Nada menos que 74% dos alunos da USP que entraram nos dois Exames de Ordem, conseguiram aprovação. Em segundo lugar, aparece a PUC-SP, com 68% seguida pela Facamp de Campinas (61%), Unesp de Franca (60%) e o Mackenzie (59%).
 No outro ranking, que classifica as escolas que mais aprovaram candidatos, em números absolutos, os campeões são a FMU, a Unip São Paulo, cada uma delas com cerca de 650 alunos aprovados. Diante dos 4.173 alunos inscritos pela Unip no Exame de Ordem, seu baixo índice de aprovação – apenas 14% – se torna irrelevante.
Quando se consideram as varias unidades da rede Unip, isto fica ainda mais claro.

Certificado de origem passa a contar menos

A Unip participou do Exame da OAB com 8.854 alunos, representando 18 unidades de ensino espalhadas por todo o país, e conseguiu a aprovação de 1.435.
 A USP, com sua excepcional qualidade – que  começa a ser garantida no dia do vestibular, quando os melhores alunos são selecionados para ocupar seus bancos escolares – aprovou 366 alunos no Exame de Ordem, o que equivale a 3% do total de aprovados. Pois bem, a Unip, com sua legião de candidatos aprovou 13% do total de aprovados.
 O que leva à conclusão de que no mercado de trabalho do Direito de São Paulo haverá cada vez mais alunos da Unip e das grandes redes de ensino. E aqui não há de se falar mais de qualidade do ensino diferenciado entre as ditas escolas tradicionais e as redes industriais de ensino: o Exame de Ordem, reconhecido por sua complexidade e dificuldade, iguala a todos. Com a carteira na mão, os advogados tendem a ser cada vez mais iguais, e o certificado de origem passa a cotar cada vez menos.
 O diretor da Faculdade de Direito da USP, João Grandino Rodas vê o crescimento da oferta de mão de obra no mercado com pragmatismo: “O aumento da concorrência é bom para os que preci

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