7 de março de 2021

Novas prioridades para YouTube

O YouTube compartilhou nesta semana quais são as prioridades para 2021. A empresa promete aumentar a receita de produtores de conteúdo parceiros, melhorar a comunicação sobre temas sensíveis e reforçar o e-commerce na plataforma.

O texto, divulgado no blog oficial da marca, é assinado pela CEO da companhia, Susan Wojcicki. Ela começa com um panorama de 2020, falando sobre o impacto da Covid-19 no YouTube, antes de delinear os planos da companhia para os próximos 12 meses.

“Durante o primeiro trimestre do ano passado, o tempo de exibição aumentou em 25% no mundo todo. E, na primeira metade do ano, nossas transmissões ao vivo diárias aumentaram em 45%. De artistas fazendo shows na sala de casa a igrejas realizando missas online, aproximadamente meio milhão de canais fizeram transmissões ao vivo pela primeira vez em 2020”, comenta.

Receita para criadores de conteúdo

Segundo Wojcicki, o número de parceiros no YouTube dobrou no último ano, embora a empresa não apresente dados completos sobre isso. Entretanto, a CEO informa que aumentar a receita para estes parceiros é uma prioridade de 2021. Um dos pontos para isso será a diversificação de fontes de receita.

“Nossos serviços de assinatura Music e Premium têm crescido rapidamente, alcançando mais de 30 milhões de membros pagos no terceiro trimestre do ano passado. E os criadores de conteúdo e artistas estão encontrando novas maneiras de se conectar com o seu público-alvo e diversificar a receita. Ano passado, o número de canais gerando grande parte da receita pelo Super Chat, Super Sticker ou Clube de Canais no YouTube triplicou”, explica.

Outro ponto de destaque no texto da CEO está na responsabilidade do YouTube em relação a temas sensíveis. Em 2020, um dos desafios das redes sociais foi destacar conteúdos confiáveis sobre a Covid-19 em detrimento da desinformação sobre o assunto.

De acordo com Wojcicki, essa postura será mantida em novos temas para 2021. “ Nossa abordagem com relação à responsabilidade é a de remover o conteúdo que os especialistas dizem que pode levar a danos no mundo real, recomendar conteúdo confiável, reduzir as visualizações de conteúdos duvidosos e recompensar os criadores que atendem aos nossos requisitos rígidos para monetização”, destacou a executiva.

A empresa espera desafios em três grandes temas para 2021. O primeiro é a vacinação, ainda em estágio inicial no Brasil e no mundo. “Nossas equipes estão trabalhando intensamente para usar todos os recursos disponíveis para nós, incluindo a conscientização dos criadores de conteúdo, para ajudar as pessoas a receberem as informações mais precisas e atualizadas sobre as vacinas”, aponta a CEO.

A companhia acredita que saúde seja um segundo tema recorrente para este ano e pretende ampliar conteúdos oficiais no YouTube. Por fim, o terceiro grande tema de preocupação para a rede social será justiça social. Por conta disso, a empresa está testando filtros para banir comentários nocivos na plataforma.

Futuro

A executiva do YouTube ressaltou ainda três recursos que serão lançados na rede social ainda este ano. O primeiro deles é o Shorts, ferramenta que pretende rivalizar com TikTok na produção de vídeos curtos. Ainda em fase de testes na Índia, ele já recebe 3,5 bilhões de visualizações diariamente. “Pretendemos expandir o Shorts para mais mercados este ano”, aponta.

Outra novidade será em e-commerce. A empresa já está testando um novo recurso para levar usuários para uma página de compra após visualização de um vídeo. Segundo pesquisa do Talk Shoppe, 70% disseram só comprar itens após ver uma análise na rede social. De acordo com Wojcicki, novos recursos serão lançados este ano.

A empresa também quer facilitar a exibição dos conteúdos em telas maiores. Isso porque a TV foi a tela com maior crescimento no número de usuários em 2020. “Continuaremos oferecendo o YouTube a mais dispositivos de TV e tornaremos a navegação por voz ainda melhor, tudo isso para oferecer aos espectadores a experiência que eles desejam cada vez mais”, completou a CEO.

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