Novas polêmicas esquentam os parlamentos

Em ano eleitoral os parlamentos costumam esvaziar. A maioria dos deputados que devem tentar a reeleição, já investe em suas campanhas pelo interior e os vereadores, que se deram bem nas urnas nas ultimas eleições, vão buscar espaço na ALE (Assembléia Legislativa do Amazonas). Passado o sufoco político do último mês, quando os pretensos concorrentes das próximas eleições aceleraram os ritmos de viagens pelo interior e convenções partidárias, a agenda política deu lugar, novamente, à atividade parlamentar. Esta semana as casas legislativas, ALE e CMM (Câmara Municipal de Manaus) voltaram a ser freqüentada pela maioria dos parlamentares, após período de esvaziamento. Esta semana, os embates ficaram por conta da demolição do estádio Vivaldo Lima para a construção da Arena Amazônia e a retirada dos camelôs das ruas da cidade.
Deputados se dividiram em torno da demolição do Estádio que dará lugar a moderna Arena projetada pelo governo do Amazonas. A maioria dos deputados é favorável à demolição por entender que a atual infraestrutura do Estádio não atende as exigências da Fifa (Federação Internacional de Futebol). Uma ação popular já foi impetrada no MPF/AM (Ministério Público Federal) contra a construção de um novo complexo esportivo. De acordo com o deputado, Marcos Rotta, a Fifa exige 450 vagas de estacionamento em subsolo para pessoas tidas como VIPs. “De que forma o Vivaldão poderia atender essa exigência dentro de sua atual estrutura”, indagou.
Nelson Azedo (PMDB) David Almeida (PMN), Wilson Lisboa (PCdoB), Janjão (PMN), Ricardo Nicolau (PRP), Conceição Sampaio (PP) também defendem a demolição do Vivaldão porque não vêem como remendar a atual estrutura.
O debate teve ainda participação de Luiz Castro (PPS), que é contra a demolição. Castro afirmou que é contra a destruição do patrimônio público, alegando que os gastos a serem aplicados poderiam ser utilizados para implementação de outros centros esportivos nas comunidades e bairros periféricos da cidade de Manaus, especialmente, na Zona Leste.
“Defender o patrimônio público, procurar gastar menos para tingir o mesmo objetivo é nada mais do que cumprir o meu dever de representante popular”, assegurou.
Luiz Castro disse que o Vivaldão é um patrimônio estimado em R$ 300 milhões, é uma obra cujo conjunto arquitetônico ganhou prêmio nacional de arquitetura e tem uma história e todo um significado para a população amazonense.
Para Marcos Rotta, esta posição de impedimento da demolição do Vivaldão ameaça a continuação da cidade de Manaus como subsede, podendo perder o direito. “Imaginem a nossa desmoralização se Manaus for cortada. Sermos praticamente chamados de incopetentes”, avisou o deputado.
Nesta polêmica, até mesmo o governador, Omar Aziz, resolveu intervir e declarou que a cidade de Manaus pode ser retirada da lista das cidades-sedes escolhidas pela Fifa. “A Fifa pode realizar a Copa com 7 ou 8 cidades-sedes. O Compromisso dela é com o povo brasileiro em realizar a Copa e não com as cidades”, afirmou.

Vereadores da oposiçam qurem mais detalhes sobre novo camelódromo

Os vereadores de Manaus, cada vez mais divididos em oposição e situação, entraram em mais um embate público, tendo como temas a retirada dos camelôs das ruas de Manaus, ação anunciada pelo prefeito Amazonino Mendes, na última semana e a situação do trânsito da cidade.
Diante da promessa do prefeito Amazonino Mendes, que afirmou que os ambulantes serão retirados e ‘postos’ em nova área específica, o vereador Elias Emanuel (PSB) questionou a retirada dos camelôs do centro da cidade no prazo de 150 dias. O oposicionista quer informações da Sempab (Secretaria Municipal de Mercados e Feiras) sobre o destino que será dado aos camelôs que ora ocupam as calçadas do sítio histórico de Manaus, uma vez que o prometido camelódromo ainda não foi construído. Elias espera que a Câmara seja informada sobre a decisão, por se tratar de um problema que diz respeito à população da cidade. “Não consigo imaginar algumas ruas, como a Marechal Deodoro, sem os camelôs, por isso lamento que a retirada deles seja programada sem se saber que rumo dado a esses trabalhadores do mercado informal”, disse.
Em aparte, o vereador Joaquim Lucena (PSB) defendeu o posicionamento de Elias destacando que muitas das pessoas que trabalham como camelôs estão no centro da cidade há mais de 20 anos. Lucena enfatizou que espera que o prefeito leve em consideração que a alternativa para o problema dos vendedores ambulantes não pode ser somente na palavra ou no papel. “O que estou vendo na prática está muito distante da solução, porque a administração municipal desconhece a realidade da cidade de Manaus”, finalizou Lucena.
Além dos camelôs, oposição e situação estão voltando a se enfrentar por conta das acusações mútuas de irregularidades no transporte coletivo. O vereador Marcelo Ramos agora questiona a prefeitura por retirar das ruas da cidade os chamados ‘corujinhas’, radares que visam controlar a velocidade dos carros, que foram instalados na atual gestão. “Como o prefeito diz que vai retirar os corujinhas, que são verdadeiros caça-níqueis se foi sua própria administração que os colocou?”, afirmou. Já o vereador Hissa Abrahão (PPS) protocolou representação contra o IMTT (Instituto Municipal de Transportes) pelo que considera um abuso nas cobranças de multas. O vereador destacou que irá ao MPE (Ministério Público Estadual) onde fará uma manifestação jurídica para que sejam tomadas providências por conta das irregularidades já apresentadas. “Estão sendo questionadas principalmente as cobranças indevidas baseadas em registros de radares eletrônicos que existem nas vias públicas sem nenhuma observação de placa”, enfatizou Hissa.
As polêmicas prometem aumentar na medida em que o cenário político do Amazonas estiver definido para as próximas eleições, pois quanto maiôs for o embate, maior é a visibilidade.

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