Novas empresas apostam na Copa

Que Flamengo e Vasco nada. Quem está na liderança mesmo é o Nacional, pelo menos nas vendas de camisas na Boutique do Torcedor. Quem garante é a fisioterapeuta, e agora proprietária da loja de artigos esportivos, Silvana de Carvalho Araújo, que aproveitou a oportunidade de um ano esportivo, para gerar lucro e incrementar a economia de Manaus.
Às vésperas do maior torneio de futebol do mundo, a Copa da Fifa que acontece esse ano, novos negócios já começaram a aparecer em Manaus, uma das 12 sub-sedes do evento. São inúmeras oportunidades abertas e voltadas, principalmente, para os temas: futebol, Brasil e seleção brasileira.
Silvana abriu a loja há apenas cinco meses, visando os jogos da Copa do Mundo em Manaus, mas além de marcas voltadas para seleções da Copa, ela decidiu apostar nos times do Amazonas. Deu certo. A loja ganhou espaço e contabiliza lucro, especailmente, vendendo artigos dos clubes regionais. “A ideia inicial era vender os produtos da Seleção Brasileira e dos grandes times de futebol do Brasil, mas aí apareceu um representante da Trilha D’Água, uma fábrica de roupas de Curitiba oferecendo camisas do Nacional. Fiquei em dúvida, mas acabei comprando 50 peças. Depois da compra feita, achei que não conseguiria vendê-las”, contou.
Assim que as 50 camisas do Nacional chegaram à loja, Silvana tratou de divulgá-las no Facebook e no Amazonsat. “Em menos de três meses vendemos todas. Achei incrível. Vendemos mais que as camisas do Flamengo e do Vasco”. Aproveitando que alguns clientes chegaram após se esgotarem as 50 camisas do Leão da Vila (como é conhecido o time do Nacional de Manaus), Silvana não esperou para fazer um novo pedido, agora de 150 unidades, que já estão chegando. Cada peça sai em torno de R$ 80, fabricadas pela Trilha D’Água, licendiada pela Score, de Manaus, a fabricante oficial dos uniformes do “mais querido”. E alguns torcedores são de longe da cidade. Depois que o anúncio da Boutique foi veiculado no Amazonsat, até torcedor do Amapá se interessou em comprar camisas do ‘Naça’. São quatro os modelos, dois masculinos e dois femininos, além do uniforme oficial do time.
Silvana lembrou que o representante da Trilha D’Água mostrara interesse em ter no seu catálogo as camisas dos outros times de futebol de Manaus, “mas os dirigentes desses times não teriam dado importância, o que é lamentável porque os clientes sempre procuram camisas do São Raimundo, do Fast e já veio até torcedor do Compensão (time duas vezes campeão do Peladão, em 2006 e 2008) o que mostra que o torcedor é fiel enquanto os dirigentes não parecem estar muito preocupados com isso”, lamentou.

Flamengo é o líder

Depois do Naça, demonstrando que realmente é o time com a maior torcida na atualidade, o Flamengo lidera nas vendas das camisas seguido do Vasco e do Corinthians. “Outra curiosidade é quando os clientes vêm comprar camisas desses times do Rio e não tem, eles acabam por comprar camisas do Nacional, mais uma prova da fidelidade do torcedor e da vontade que eles têm em torcer pelos times locais”, avisou.
E como uma ideia puxa a outra, o próximo segmento a ser lançado na Boutique do Torcedor será o de fitness feminino (roupas para academia). “Muitas clientes estão vindo aqui atrás dessas roupas e pretendemos atendê-las o mais rápido possível, mas era uma coisa que nem passava pela minha cabeça”, explicou. “A partir daí pretendemos colocar roupas para outros esportes. Notamos que o bairro da Cachoeirinha (onde está localizada a Boutique) é carente de lojas de material esportivo pela quantidade de clientes com pedidos inusitados”. Entre os pedidos inusitados, consta o de paraenses que procuram camisas do Paysandu, o Papão da Curuzu, que no dia 2 passado completou 100 anos de fundação, e do Clube do Remo.

Negócio já vê nichos inexplorados

Ao Rio Negro coube apenas as canecas com a logomarca do Barriga Preta. “O Nacional também tem suas canecas com a logo”, completou Silvana. Outros souvenirs, mas dos times grandes do Brasil disponíveis na loja são, além das canecas, copos, porta-retratos, chaveiros, baralhos, porta garrafas, porta copos e adesivos. “E o torcedor compra mesmo”, comemorou a fisioterapeuta, agora empreendedora. “Um fornecedor trouxe uma caneca de uma escola de samba e já vendeu. É um mercado ainda inexplorado, o de souvenir das escolas de samba de Manaus. A mesma coisa falo dos bois-bumbás. Vou investir em camisas e souvenirs desses dois segmentos”, adiantou.
Quanto às camisas para a Copa do Mundo, bem, elas também estão lá, aguardando os torcedores que surgirão quando o evento começar. “Temos cinco modelos masculinos e um feminino e um estoque aguardando o começo dos jogos. Vou zerar o estoque”, comemorou com antecedência.

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