Nova estratégia comercial para indústria da construção

O PBQP-H (Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade no Hábitat ) e, em especial, o SIQ-C (Sistema de Qualificação de Empresas de Serviços e Obras ) são objetos de estudo. Para que se entenda o contexto no qual o SIQ Construtoras está inserido, mostrado no diagnóstico da indústria da construção civil do Estado do Amazonas em 2004, vendo na verdade o raio-X do setor.
Em seguida foi feito contatos com as construtoras para interpretar o SIQ-C propriamente dito, de forma a possibilitar que qualquer empresário ou profissional da área tenha plenas condições de implementá-lo, conforme a necessidade do mercado atual. Esse trabalho mostrou em detalhar essa norma ao máximo, abrangendo todos os seus pormenores, baseando-se em comentários das normas da família ISO, norteadoras do SIQ-C, e contextualizando todos os seus itens no setor da construção civil. Para aquelas empresas que já possuem um sistema de qualidade implantado, baseado na versão do SIQ-C de 23 de março de 2001, neste caso, foi implementada uma metodologia de transição para a versão nova do SIQ-C, baseado na ISO 9001:2000.

Vivemos hoje, no Amazonas, um grande momento histórico e extremamente propício para a implantação de programas de qualidade, não só pelo fato de estar a sociedade amazonense mais exigente com relação aos insumos, produtos e serviços que adquire ou contrata, como também pelo fenômeno da competitividade interna, estimulada pelo processo da globalização que permeia todas as áreas de atividades empresariais e econômicas do país e em especial no Amazonas onde são erguidos diversos prédios bonitos e modernos dando uma nova visão arquitetônica na cidade de Manaus, onde várias construtoras já atigem o nível A do PBQP-H.

A partir dessas premissas surgiu o PBQP-H, com um moderno desenho de gestão; processo de adesão voluntária e ações descentralizadas e não excludentes, delegando-se ao setor de construção, de forma compartilhada com o governo, a responsabilidade de propor e acompanhar as ações voltadas para a qualidadede obras, projetos, materiais, serviços e sistemas construtivos. As ações implementadas são amplamente discutidas e consensuadas entre os diversos segmentos que compõem a cadeia produtiva da indústria da construção civil. Mesmo o exercício de poder de compra se expressa por meio da assinatura de acordos setoriais onde se estabelecem metas, prazos e condições a serem observadas pelo setor da construção, agentes de fomento, organismos financiadores e órgãos públicos. A visão de cadeia produtiva, sua importância sistêmica, seu poder reivindicatório e, sobretudo, o diálogo, que pela primeira vez está sendo exercitado entre os seus diversos elos, é, sem dúvida, a mais importante conquistado PBQP-H. Praticando-se a qualidade com responsabilidade é que se consegue estabelecer a isonomia de mercado, tornando o setor da construção civil mais competitivo e, ao mesmo tempo, ganhando maior confiança do cliente final, condição fundamental para que o setor desempenhe com legitimidade o seu papel de agente de desenvolvimento econômico e social dentro do Estado.

O setor da Construção Civil no Amazonas tem um histórico de grandes desigualdades nos padrões de qualidade dos produtos e serviços oferecidos. É possível identificar desde casos de empresas com padrão internacional de excelência até empresas que oferecem serviços de baixíssima qualidade, seja por utilizarem materiais de má qualidade, seja pela falta de mão-de-obra qualificada, configurando uma prática comercial inescrupulosa e lesiva ao consumidor. A busca da qualidade na construção civil está longe de ser um processo simples, que possa ser alcançado com medidas unilaterais ou meramente punitivas por parte do governo. Por isso, o papel do Estado tem sido o de articular e mobilizar o setor privado para a importância da adoção de programas da qualidade, modernização tecnológica e de gestão. Dessa forma, o PBQP-H deve contribuir para a redução dos custos das unidades habitacionais e de sua infr

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