Nosso pequeno Universo – Parte I

“Somos, cada um de nós, um pequeno universo”.Começar a coluna com uma das frases famosas de Carl Sagan foi extremamente proposital para abrir uma auto reflexão sobre o que sabemos a nosso respeito. Sagan é considerado um dos maiores divulgadores de ciência de todos os tempos. É dele também a frase “A ciência é muito mais do que um corpo de conhecimento. É uma maneira de pensar”, “Um livro é a prova de que seres humanos são capazes de fazer magia” e “Vivemos em uma sociedade extremamente dependente da ciência e da tecnologia, na qual pouquíssimos sabem alguma coisa sobre ciência e tecnologia”. E nesse período trágico que estamos vivendo a valorização da mediocridade, eu apresento um contraponto. Via de regra, o ser humano não se dá ao trabalho nem de se conhecer, imagina conhecer o outro, o mundo ou universo. E isto está diretamente relacionado ao seu papel no mercado e ao DNA da sua empresa, porque é fundamental que você se conheça na hora de optar pelo modelo de negócio ideal para você  e que você conheça o outro e as necessidades do ambiente que está inserido, para não falir antes de começar.  Segundo o cientista, a combinação de letrinhas de DNA que corresponde a cada um de nós só ocorreu uma vez na história da civilização. Não existiram (nem existirão) duas pessoas iguais. Parece que eu estou falando de duas coisas completamente diferentes, mas na verdade muitas das ideias filosóficas de Carl se aplicam ao empreendedorismo. 

Carl Edward Sagan foi um cientista, físico, biólogo, astrônomo, astrofísico, escritor e autor de mais de 600 publicações científicas e também de mais de vinte livros de ciência e ficção científica

“Somos responsáveis por tudo que acontece na nossa sociedade” 

Carl dizia que todo o conhecimento e bagagem evolutiva que acumulamos nestes poucos milênios podem ser usados de forma a engrandecer nossa civilização – ou então destruí-la por completo, se insistirmos nos erros do passado.  

É fundamental definir quem somos, o que pensamos, como nos comportamos, quais as nossas habilidades, forças, fraquezas, o que temos para usar a nosso favor. Quem na nossa rede de amigos pode ser um propagador do nosso negócio e principalmente, que tipo de vida queremos ter quando o nosso negócio atingir o potencial de sucesso que estabelecemos e o que isso vai trazer de positivo para a sociedade.  

Quem sou eu e o que me move? 

Você já parou para se fazer essa pergunta? Se o fez, procurou realmente respostas para cada indagação que surge na sua cabeça? Eu sei que muitas vezes o primeiro pensamento que vem é: Eu quero fazer qualquer coisa que me dê dinheiro, é isso que me faz feliz. Mas na real esse pensamento custa caro por dois motivos: O primeiro é que algo que “dê” dinheiro para alguém pode não ser algo que “dê” dinheiro para você e o outro motivo é que fazer o que você não gosta pode dar errado como qualquer outro negócio e quando isso acontecer, você carregará nas costas um peso muito maior. Além de acabar endividado, ficará sem forças para lutar pelo que acredita já que tudo que você queria era o dinheiro  e ele não está rolando. 

Relacionei algumas perguntas para te auxiliar nesse processo: 

  1. Se não tivesse que se preocupar com dinheiro, o que você faria com o seu tempo? 
  2. Que tipo de trabalho você gostaria de fazer? 
  3. Por qual causa você trabalharia? 
  4. Que tipo de atividade profissional o permite ser coerente com o que é sagrado para você? 
  5. Que ambientes e rotinas fazem sentido para você e que ambientes e rotinas sugam a sua energia e te deixam com uma sensação de impotência, conflito interno e estagnação? 

Eu sei que pode parecer que é só mais um exercício cheio de blábláblá, mas na real quem você é, é exatamente o que te diferencia de qualquer outra empresa do mesmo ramo, é o que pode gerar o DNA do seu modelo de negócio.  

O que sei fazer bem?

Você pode ter dificuldades para descobrir o que fazer e não tem nenhum problema nisso. O problema está em você simplesmente não se dar ao trabalho de descobrir. Já vi varias vezes nas redes sociais, em grupos de empreendedorismo pessoas criando aqueles box de perguntas dizendo: Quero abrir um negócio, mas não sei o que. Alguém me ajuda? É surreal pensar que empreender envolve um trabalho gigantesco e a pessoa não se dar nem ao trabalho de fazer uma viagem introspectiva para descobrir o que ela, sozinha, gostaria de fazer. Mas vamos lá, se você não sabe o que fazer, o primeiro passo é descobrir o que você não quer fazer. Pode parecer besteira, mas muita gente ODEIA o seu emprego e está nele até hoje com a desculpa de que “isso me sustenta” e assim passam anos e anos.  

Para facilitar um pouco esse processo para vocês, relacionei outras perguntas: 

O que você não quer fazer? 

Quais atividades você ama fazer? (Você pode ser jornalista e dentro da área do jornalismo preferir a rádio e não a tv. Você pode também amar fotografar ou pintar) 

Qual o seu hobby preferido? 

O que você faz que seus amigos sempre pedem a sua ajuda para fazer quando precisam? 

Qual dessas atividades você se imagina ganhando dinheiro e amando viver daquilo? 

Como você pode fazer para desenvolver esse negócio e transformá-lo em algo rentável? 

Sagan dizia que “Podemos julgar nosso progresso pela coragem de nossas perguntas e pela profundidade de nossas respostas, nossa disposição de abraçar o que é verdadeiro e não o que é bom”. É imprescindível que você faça essa análise e realmente se responda. Vai te ajudar bastante a não cair no erro de abrir um negócio sem propósito, sem paixão. 

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