Nossas Cavernas Tecnológicas de Cada Dia

Como Pedagogo sempre defendi que não há escuridão maior do que a ignorância humana. Digo isso, no sentido mais amplo da palavra “ignorância” que de acordo com os dicionários da língua portuguesa quer dizer:

Condição da pessoa que não tem conhecimento da existência ou da funcionalidade de algo: ignorância dos acontecimentos contemporâneos”

ou

 “ Estado da pessoa desprovida de conhecimentos; sem cultura; condição de quem não tem estudo: ignorância literária.

Assevero e sigo dizendo que sem leitura não há como ter aprendizado. A leitura de um bom jornal, um mergulho em uma estória contada em um livro, uma revista atual, assim como também, a leitura de um filme, de uma peça de teatro, dos outdoors espalhados nas grandes metrópoles e porque não dizer, a leitura da nossa própria vida.

Esta última, requer um esforço cognitivo ou ainda uma carga cognitiva muito grande, pois estaremos lendo mais profundamente o nosso interior e isso pode significar que aquela dor que ficou lá traz lembrada hoje pela cicatriz poderá reacender-se como as lavras de um vulcão adormecido.

Certa vez, a muitos séculos atrás um grande filósofo escrevia aquele que seria um clássico da literatura filosófica que eu imaginava ecoar por muitas gerações, porém, não imagina eu que este poderia ser comparado a uma leitura mais recente recheada de tecnologias. O Ponto forte destas obras que se distam entre si pelo tempo, poderiam ser comparadas e utilizadas ainda na contemporaneidade, pois uma vez lidas e compreendidas poderiam nos tirar das nossas duradouras ou momentâneas e diversificadas escuridões.

Para melhorar o nosso entendimento vou citar aqui os grandes autores e suas maravilhosas obras. Você já sabe, é claro que estamos falando de Platão e sua obra “ O Mito da Caverna” assim como os dois irmãos Wachouski, ambos diretores de cinema que nos brindaram com o filme “ Matrix”.

PLATÃO E MATRIX TÃO ATUAIS COMO NUNCA.

Você deve estar se perguntado: Existe um abismo de séculos que separam Platão de Matrix o que eles podem ter em comum que o tempo não apagou? Eu também pensei desta forma, quando uma jovem e eloquente professora, provocou em nós, seus alunos a reflexão e comparação entre as duas obras. Mas agora, vamos entender o que elas têm de tão especiais e atuais.

A OBRA DE PLATÃO.

Em uma profunda caverna se deparavam todos os seus habitantes agrilhoados de cara para a parede que havia no fundo da caverna. Parede esta, onde refletia-se sombras, devido ao reflexo da luz do sol que adentrava por uma fresta. Desta forma, os habitantes, não sendo capazes de ver outra coisa, se acostumaram com aqueles vultos e advieram a acreditar que eles eram a realidade. Isso perdurou, até o dia em que um habitante conseguiu sair da caverna e ver uma realidade diferente, bem mais diferente. A empolgação foi tamanha que resolveu voltar e dividir a novidade com os outros habitantes, porém, sem sucesso, pois os mesmos estavam acostumados com aquilo que chamavam de realidade.

A OBRA DOS IRMÃOS WACHOWSKI.

Matrix que descreve um mundo dominado por máquinas onde os seres humanos são encarcerados em um mundo virtual. Neste mundo de ilusão vive o personagem Neo, um homem com inúmeras inquietações sobre a realidade que o rodeia. Ele sente que há algo errado, que existe algo além, mas que não consegue explicar. Após estranhas coincidências ele conhece Trinity e Morfeu, que lhe mostram a verdade sobre a Matrix. A partir disso, Neo, deve superar seus limites e encontrar forças dentro de si para lutar contra quem deseja que a humanidade continue aprisionada. Recheado de diálogos filosóficos, o filme faz refletir sobre inúmeras questões, como: Quem sou? O que é a realidade? Até onde posso chegar?

TRAZENDO PARA OS DIAS ATUAIS.

Embora cercados de tecnologias, confortos e comodidades do mundo atual somos hoje tão aprisionados quanto os habitantes da Caverna e os de Matrix. De formas diferentes, somos prisioneiros e alienados de forma a contribuir para o jogo daqueles que só são poderosos porque na escuridão da nossa ignorância delegamos a eles o poder de planejar e executar o nosso destino. Decidem desde então, o que vamos vestir, o que vamos comer e até mesmo o quanto vamos viver, veja por exemplo o caso das vacinas contra a Covid-19. Não somos donos das nossas vidas, porque nos deixamos ser alucinados, porque nos acovardamos e dormimos em berço esplendido, porque ficamos de cara para a parede vivendo da sobra dos outros. Nos apoiamos em heróis nacionais, que não se lembram da nossa existência medíocre. Heróis, que não usam o sistema público de saúde e não convivem com as políticas públicas feitas para controlar a “massa”. Quem somos nós? Qual é a nossa realidade enquanto brasileiros? Até onde vão nos deixar chegar?

TEMOS UMA SAÍDA?

Sim, temos. A educação e as diversas leituras do mundo podem ser libertadoras. O compromisso com a ética e a cidadania também apontam um bom caminho para iluminar a escuridão que está dentro de cada um de nós. O respeito a todas as pessoas indiferentemente a sua condição social, raça, religião e opção sexual. Só desta forma poderemos deixar para traz as trevas da ignorância, do radicalismo, do extremismo e da miséria.

Agradeço aqui a professora Lúcia por nos propiciar uma leitura tão simbólica e atual que frutificou em seus alunos profundas reflexões com lampejos de aprimoramento cultural e abriu a porta para novas perspectivas.

Matrix elos irmãos Wachowski, que descreve um mundo dominado por máquinas onde os seres humanos são encarcerados em um mundo virtual nomeado Matrix, que tem a aparência da realidade dos anos 1990.

Neste mundo de ilusão vive o personagem Neo, um homem com inúmeras inquietações sobre a realidade que o rodeia. Ele sente que há algo errado, que existe algo além, mas que não consegue explicar.

Após estranhas coincidências ele conhece Trinity e Morfeu, que lhe mostram a verdade sobre a Matrix. A partir disso, Neo deve superar seus limites e encontrar forças dentro de si para lutar contra quem deseja que a humanidade continue aprisionada.

Recheado de diálogos filosóficos, o filme faz refletir sobre inúmeras questões, como: Quem sou? O que é a realidade? Até onde posso chegar?. Além disso, é clara a referência ao sempre atual Mito da Caverna, do filósofo Platão, que narra a seguinte história: Em uma profunda caverna se encontravam todos os homens acorrentados de maneira que não pudessem mexer seus pescoços, ficando sempre olhando para a parede que existia no fundo dela. Nesta parede eram refletidas sombras, devido ao reflexo da luz do sol.

Assim, os homens, não sendo capazes de ver outra coisa, se acostumaram com aqueles vultos e passaram a acreditar que eles eram a realidade. Até que um dia uma pessoa conseguiu se libertar e sair da caverna. Chegando à superfície, viu o sol e toda uma vida linda e maravilhosa e, por compaixão aos seus irmãos que continuavam presos, decidiu voltar para lhes contar a sua descoberta. No entanto, ninguém acreditou nele.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Anúncio

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email

Siga-nos

Notícias Recentes

JC Play

Podcast

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email