‘Nossa diversão é trabalhar’ diz o secretário Sabá Reis

Secretário municipal de Limpeza Pública, o ex-deputado Sabá Reis diz que a atual administração da prefeitura transforma Manaus numa cidade melhor para se viver, mais humanizada, pondo em prática uma promessa de campanha – aproximar a gestão pública cada vez mais da população.

Segundo ele, a capital sofre uma transformação jamais vista em outras épocas – ganha aspectos paisagísticos e modernos, dando um visual mais atraente e agradável para quem aqui vive e vem de fora.

“Um exército de garis está todos os dias cuidando das ruas da cidade como ela merece. Nunca vimos tanta gente envolvida nesse trabalho que é feito com capricho e muita determinação”, ressalta Sabá Reis.

Reis também anuncia que o aterro sanitário terá um novo local. E será ainda gerada energia que diminuirá consideravelmente os custos da prefeitura com o aproveitamento dos dejetos.

O ex-deputado acrescenta que a marca de sua gestão são ações além do gabinete. Acompanha as frentes de trabalho diariamente em todas as áreas de Manaus. “Tudo isso feito com muita simplicidade, desprovido de vaidades. Visto-me até de garis para mostrar a importância que eles têm para manter a cidade limpa”, diz. “São verdadeiros heróis que transformam essa cidade no dia a dia para melhor”, acrescenta.

Sabá Reis diz que sua secretária não tem paisagistas, arquitetos e outros profissionais para a realização desses trabalhos.  E que todas essas funções são realizadas por garis que aprenderam a arte de fazer.

“O meu arquiteto, o meu paisagista, o meu artista plástico é o gari Edinho, um grande talento que contribui para a transformação da cidade”, afirma Sabá Reis. O secretário também quer implementar o projeto de paisagismo nas obras de recuperação da estrada do Distrito Industrial, tornando a via um cartão de visitas para a cidade..

“Não é função da minha secretaria trabalhar aspectos paisagísticos na estrada, mas me sinto na obrigação de fazer esse trabalho porque me preocupo com o visual da cidade”, afirma. “Quem traz seus investimentos para Manaus merece encontrar uma capital melhor para se viver”, salienta.

Segundo Sabá Reis, além de manter a cidade mais limpa, “melhor para se viver”, sua secretaria desenvolve também uma campanha de conscientização sobre o destino correto do lixo.

“O problema é que muita gente ainda não contribui depositando o lixo onde não devia. Precisamos que as pessoas se envolvam mais nesse trabalho”, diz.

O  secretário afirma, ainda, que toda a equipe do prefeito trabalha unida e com muita sintonia para a execução de serviços das mais diversas demandas apresentadas pela sociedade. “A nossa diversão é trabalhar”, destaca.

Ele falou exclusivamente ao Jornal do Commercio.

Jornal do Commercio – Em quase sete meses de trabalho, a prefeitura vem deixando marcas na cidade com amplas frentes de serviço. Como é feito tudo isso?

Sabá Reis – É um trabalho realizado diariamente com muita motivação e determinação. Toda a equipe do prefeito David Almeida está unida, em sintonia constantemente, para tornar Manaus uma cidade melhor para os amazonenses. É essa a nossa grande meta.

JC – Como está se sentindo ao ocupar uma secretaria responsável pela limpeza da cidade, uma função tão desafiadora, desgastante?

Sabá Reis – Sou uma amigo do prefeito David Almeida, tenho sua confiança. Um amigo do dia a dia. Do sofrimento, do enfrentamento.

O prefeito me deu a oportunidade de cuidar de uma coisa que  eu sempre quis – da limpeza de Manaus. Os cemitérios nunca foram tão bem cuidados agora como nessa nova gestão

Cemitério é pra ser visitado permanentemente.  Não só no Dia de Finados ou no Dia das Mães. É pra lá que todos nós vamos algum dia, é a única certeza que a gente tem.

Estou dando um trato no Cemitério Santa Helena, de frente para o rio Negro, com aquela visão da ponte.

Começamos o trabalho há 15 dias. Chamei a Rosa dos Anjos que é uma artista plástica maravilhosa, que fez um monumento em homenagem ao Nestor Nascimento numa área da Praça 14.

Ela está decorando o muro do cemitério com umas orquídeas e um anjo. As pessoas passam e param para ver. Mandei fazer uma mureta de 60 centímetros e com a concha da retroescavadeira a gente acertou o barro.

Quando terminar a pintura  do muro, vou mandar meter o gramado em cima dele.

Então vai ficar uma coisa bonita que vai servir de visitação às pessoas. Ainda não está pronto. Daqui uns dias, os anjos vão estar pintados de dourado e as orquídeas terão  cores que devem ter.

É um trabalho de exposição dessa mulher que sofre do mal de Parkson. O tratamento dela se dá através  de sua arte e da dança. São as duas coisas que ela utiliza pra combater essa doença terrível. E eu estou tendo a sorte de ter parceiros como ela.

Se você for na Semulsp, agora é outra história, é outra estrutura, é outra situação. Nunca se viu alguma coisa igual, todo mundo envolvido e determinado para trabalhar mesmo.

O prefeito fez uma miniprefeitura do Centro que  tem a limpeza, tem a iluminação, o distrito de obras, de água. A gente está dando uma cuidada no centro….

JC – Essa descentralização é fundamental…..

Sabá Reis – Sim, com certeza. Na hora que a gente tem um distrito de limpeza, os caras se divertem trabalhando.

A avenida das Torres tem 17 quilômetros de estrada, de um lado e outro. Quando pinta o meio-fio, são 54 quilômetros.

Tenho dois tratores  trabalhando permanentemente na área com uma equipe de 35 homens. Não vou deixar mais o mato crescer, que torna muito feia a avenida.

Então,  é assim que a gente vai trabalhando. Essa miniprefeitura do centro cuida do Boulevard até a beira  d´água, e do Bariri até a Carvalho Leal.

E eu fico andando a cidade de ponta a ponta, também do aterro sanitário, que hoje tem uma estrutura muito bacana.

Portanto, nessa área estamos fazendo o que a cidade precisava tudo dentro do que o David havia se comprometido na campanha.

Nós começamos a administração logo, já no primeiro dia que o prefeito tomou posse. Colocamos mais de mil homens trabalhando na Colônia Antônio Aleixo. Nunca um bairro viu tanta obra ao longo de sua existência. Porque é um bairro como aquele que sempre é deixado pra trás, pra depois

.JC – Porque não é vitrine….

Sabá Reis – Não é. Essa seria uma demonstração de que iríamos fazer aquilo que dizíamos durante a campanha. Tudo que nós queríamos era levar a prefeitura um pouco mais para perto daqueles que mais precisam. É isso que a gente está fazendo.

JC – Temos um grande problema. A cada chuva, assistimos o resultado de se jogar tanto lixo nos rios e igarapés da cidade, impactando nas contas da prefeitura  para retirar todo esse entulho. É praticamente um trabalho de enxugar gelo. Existe uma maior iniciativa para resolver essa questão tão recorrente, chamando a atenção da população  para mais conscientização?

Sabá Reis – Já retiramos ao longo de seis meses mais de 1.200 toneladas de entulhos dos rios e igarapés. E a maioria é de garrafa pet. As pessoas não têm noção de que aquilo é dinheiro que a gente está jogando fora.

Tenho um entendimento com o Pauderney Avelino, secretário da Semed, de fazermos um trabalho de conscientização das futuras gerações cujo resultado não se dará amanhã.

É um trabalho de conscientização das futuras gerações. Eu não sou um homem tão refinado, sou casca grossa.

Acho que é uma sacanagem o que fazem com nossos rios, com nossos igarapés, com a nossa cidade e com aqueles que virão após.

Por favor, vamos salvar os nossos filhos, entregar uma cidade e um mundo melhor para eles.

Existem várias alternativas, muito trabalho está sendo feito. E um trabalho incessante é a pouca vergonha das lixeiras viciantes. O carro coletor passa, mas a pessoa não coloca o lixo no local e na hora certa. Esses desafios são muito grandes

Vou estar nesse percurso do Distrito, que não é muito atribuição da Semulps fazer paisagismo. Mas eu fui cuidar da Bola das Letras que ninguém notava e hoje é um cartão postal.

JC – Ficou muito bonita…

Sabá Reis – Ficou muito bonita…e sem custos para a prefeitura. Tem uma coisa que as pessoas não entendem e nem sabem.

Nós temos credibilidade para receber ajuda e bastante ajuda.  Alguma coisa temos que fazer pra mudar esse panorama de muita tristeza.

Venho de uma inauguração de uma creche no Jardim Mauá e nós aplicamos o mosaico no muro. A minha equipe limpou tudo, fez paisagismo.

Gostaram. Agora todas as diretoras querem a mesma coisa (rsss).

E eu acho legal porque vejo resultados

Eu não fujo dos desafios, não sou avestruz, eu me comprometo, tenho apoio do David e dos colegas secretários. A ordem é o enfrentamento.

JC – Com se consegue alcançar mais resultados trabalhando com o mesmo número de pessoas para ter uma eficiência maior?

Sabá Reis – Tenho um timaço de pessoas que se reúnem comigo todo domingo de manhã.

Já fomos dependentes desse encontro. Todo domingo a secretaria tem um plantão na cidade. Trabalhamos dia e noite.

A equipe na ‘garaginha’ foi assaltada por cinco rapazes que chegaram com arma em punho e roubaram tudo que os trabalhadores tinham.

Isso causa um certo temor, eram por volta das 3 horas da madrugada. O Centro da cidade é limpo toda noite.

A minha primeira experiência foi na véspera de Natal.  Os garis se sentem valorizados, reconhecidos.

Os garis de Manaus hoje são uma espécie de heróis.  É pop ser gari, eu uso farda, eu uso a roupa de coveiro, da forma mais natural.

Eu não faço as coisas só pras pessoas verem, eu faço pra eles gostarem porque é feito com capricho, com muita motivação, com dedicação. A gente vai agregando parceiros.

Naquele entroncamento da Tarumã com a Joaquim Nabuco tem um tabajaras com uma palmeira.

Botamos 11 tubos e 11 palmeiras. Quem me sugeriu fazer isso foi o  Ralph Assayag, da CDL-Manaus. Ele viu em Portugal.

Mas fui bem além do que ele disse. Tenho os artistas. Quem faz toda essa arte são os garis que aprenderam as funções.

Sabe quem faz essas pinturas? Os garis que aprenderam, não tenho empresa. fazendo isso, um arquiteto ou outro profissional.

O meu arquiteto, o meu paisagista, o meu arista plástico é o gari Edinho. Aliás, todos nós lá somos garis.

A gente avança porque pra nós não tem ladeira. A gente enfrenta, traça uma meta e chega o dia, e a gente entrega.

JC – Como está a questão do aterro sanitário?

Sabá Reis – Com muito merecimento, muitos empresários ficaram ricos com essa questão do lixo.

Mas se eles tivessem enveredado há mais tempo para a questão, menos lixo teria no aterro. Teria mais tempo de vida útil.

Esse novo aterro que está aí foi organizado pelo Serafim, e tem uma previsão de vida útil de três a quatro anos.

Já deixamos de colocar muito material no aterro. Retiramos mais de 5 mil reais só em garrafas pet.

Alguma coisa será feita pra deixarmos de ter essa dificuldades, encontrando um novo local. Nesse aterro, vamos começar a gerar energia ainda este ano e boa parte da conta da prefeitura com energia será compensada. E isso deveria ter sido feito há dez anos. Vamos fazer agora com o David.

JC – Qual é o segredo pra ter essa energia toda….O  sr. ficou afastado por problemas de saúde,  como deixou essas atividades, já que é uma pessoa superativa?

Sabá Reis – Peguei Covid, minha mulher também. E tive que ser levado pra São Paulo. Jamais imaginava entrar num avião. Tenho muito medo de viajar. E o Miqueime, um parceiro que era mais do que um irmão pra mim, me deixou. Choro todo dia por ele.

Na época da crise mais aguda da pandemia em Manaus, todo dia tinha duas ou três emissoras internacionais porque aqui. Até vi de perto os repórteres da Al Jazira. aquela TV do Golfo que cobre muita guerra.

Nós vivemos  aqui uma verdadeira guerra.  A situação estava caótica em Manaus. O David Almeida e minha família me convenceram a ir para fazer tratamento em São Paulo.

Os médicos disseram até que iriam me intubar. Pedi a minha foilha que não deixasse, mas ela nunca perdeu as esperanças. Passei 40 dias no hospital. E não tenho sequelas.

Estive num corredor que  tinha dez amazonenses, boa parte deles intubada.

Graças a Deus, me recuperei. E não tenho outra forma de devolver isso que não seja trabalhando.

JC – Secretário, e o futuro é continuar trabalhando, trabalhando ou pensa em voltar para a Assembleia?

Sabá Reis -O meu futuro é essa celebração com vocês, não tenho pressa, hoje estou fazendo de tudo pra ser melhor que ontem.

É a marca do David. Muita gente desconfiava dele. Mas é um cara simples, do Morro da Liberdade, que recebeu um orçamento de 6 bilhões para administrar Manaus

Um cara sem frescura, que continua com os mesmos hábitos, comendo pastel na feira da Cachoeirinha sábado à tarde, tomando café no mesmo local. Nada mudou.

Continua do mesmo jeito, fazendo o que ele gosta, correndo e praticando a sua fé com a família na igreja. Na verdade, o David é um predestinado que vai surpreendendo, é rápido, ágil

Não  está de longe mandando. Então, é uma gestão diferente. A nossa diversão é trabalhar.

JC – A gente vive momentos diferentes. O sr. é um homem experiente que já vivenciou muitas coisas. Como vê esses tempos hoje tão carregados de factoides, de fak news?

Sabá Reis – Fui me reinventando, me readequando, não tenho vício, nem de celular.

Eu procuro ser correto, sem favor nenhum. Tenho uma vida pública longa. Nunca dei conta pra me abestalhar. O poder te cega, te embebeda, te dá amigos naquele momento.

Nunca liguei pra isso. Continuo com a minha vidinha.

Depois da Covid, adquiri  uma compreensão melhor com meu semelhante que você não queira imaginar

Pessoas que não me conhecem falaram que a minha ida pra são Paulo era uma armação

Mas isso não me afeta. No fundo do meu coração, peço muito a Deus todo dia que saio de casa pra ela me levar de volta.

Eu sou um pouco de cada um dos garis que até trabalham direto na chuva.

Depois da Covid, eu mudei. Se eu não melhorar com pessoa depois do que eu vivi, eu não merecia ter ficado

JC -E as novidades sobre o Mocó?

Sabá Reis – A prefeitura vai fazer uma parceria com a Água de Manaus para transformar aquele espaço. Será uma área de lazer bem bonita.  Estão sendo contatados investidores para a realização do projeto.

E quem vai ganhar é Manaus. É uma obra linda dos ingleses que será transformada para ser entregue à população de Manaus.

Foto/Destaque: Danilo Rodrigues

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