19 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Carlos Silva

Tenham calma pois não vou digitar nada sobre o candidato A, B C, D ou E da campanha política atual no Brasil. Meu foco é algo mais geoestratégico e diz respeito a todos nós, seres humanos. Hoje, vivemos a continuidade da visão mercadológica de domínio e expansão de nações poderosas. E não as critiquem, pois faríamos igual se estivéssemos no lugar delas, até porque essa história de que o brasileiro é pacífico e pacifista é pura balela de pessoas identificadas como “politicamente corretas”. Enfim, durante a II Guerra Mundial, a Inglaterra perdeu a hegemonia política mundial, para os Estados Unidos, que sofreram apenas uma única invasão no seu território, no contexto da famosa “Batalha Esquecida” e comercializaram com todos os países envolvidos direta e indiretamente no conflito. Aliás, os norte-americanos só entraram mesmo no combate após o ataque japonês a Pearl Harbor.  A União das Repúblicas Socialista Soviéticas vivia a maturidade do Comunismo no seu território. A China estava envolvida em conflitos com o Japão. E o mesmo Japão estava buscando ampliar seu território, com domínio no mar e no continente asiático e ainda dominava a Coreia, que era uma só naquele período. Enfim, muitos inimigos e muitos aliados surgiram naquela conjuntura. Mas, o que foi o legado do fim da II GM? Bem, para responder, de verdade, seriam necessários milhares de resmas de folhas A4 e, então, vou resumir: ainda não acabou! Os jovens da minha geração viveram e “saborearam” a Guerra Fria, que teve conflitos inúmeros aqui e ali, por procuração entre as duas potências hegemônicas: EUA e URSS. Vide Vietnam e outros. Nos anos 90, findou-se as ideias de sucesso do tal Comunismo e deixou de existir a URSS e seus integrantes. Agora são nações independentes e a Rússia. E nessa década de 90, a China crescia a olhos vistos. Ocorre que com o fim da URSS, findou-se, também, o Pacto de Varsóvia, um contraponto à OTAN. Mas, a OTAN prossegue nos dias atuais. Ou seja, a desconfiança sempre existiu e é eterna. Também, no Século XX, a Inglaterra restituiu Hong Kong, com o cerne capitalista, à China. Adiantando o filme, hoje, acompanhamos a Guerra da Ucrânia, onde a Rússia tenta proteger seu espaço geoestratégico e geopolítico contra o avanço da OTAN. E luta com diversas nações que “apoiam” a Ucrânia. Enquanto isso, a China investe para retomar Taiwan ou tentar dominar ou, enfim, seja lá o que for que a China quer e os EUA e seus “aliados” não querem permitir. Pronto! E quanto ao Japão, que na II GM lutou contra os EUA, mas havia invadido, também, a Coreia e a China, recebeu aportes de recursos para reconstrução e para barrar o avanço das ideias comunistas e da expansão política russa. E, nos dias de hoje, assistimos à estratégia dos EUA em manter e ampliar seu espaço de interesse estratégico e comercial, no nível mundial, em confronto com os mesmos objetivos da China e da Rússia. Ou seja, nada mudou. Apenas alterou o cenário, data e alguns atores. E pode haver uma grandiosa Terceira Guerra Mundial? Eu julgo ser possível, mas não provável. Não, hoje. E nós, o Brasil? Bem, nós temos boas relações políticas e comerciais com todos os países do mundo. E participamos da I e II GM. Já temos essa experiência. Mas, tomara que não apertem os botões nucleares !

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