Norte se destaca entre as regiões que mantiveram poder de compra

O Amazonas está entre os estados da região Norte que manteve o poder de compras durante a pandemia. Dados apurados pelo pag!, fintech sobre consumo, considerada um dos maiores bancos digitais do Brasil, comprovam que a alta no gasto médio das famílias deu sinal em abril mantendo tendência de maio a julho. 

O consumidor amazonense deteve +3,56% sobre o nível de consumo durante os meses da quarentena. O levantamento realizado entre os dias 20 de março e 20 de julho deste ano, revelou que os consumidores da região Norte tiveram destaque nos gastos priorizando o setor de moradia e eletrônicos 30%, seguido dos cuidados com os pets e as compras de supermercado 20%.

Fora da curva, os gastos com peças de vestuário -25%, combustíveis -30% e, naturalmente, viagens -60%, sofreram impactos nos referidos meses.

Felipe Felix, CEO do pag!, atribui o resultado ao maior uso do cartão de crédito e meios digitais de pagamento, o auxílio emergencial liberado pela Caixa, o rápido avanço do e-commerce e a reabertura gradual dos diversos setores.

Ele ressalta também que no Norte e no Nordeste, os impactos foram menores porque os gastos das famílias são mais focados em produtos de primeira necessidade como alimentação e moradia, por exemplo. Já os consumidores de São Paulo e do Rio Grande do Sul costumam reservar mais espaço no orçamento para itens tidos como não essenciais.

Em relação ao tíquete-médio por compra ele diz que acabou aumentando a partir de março, passando de R$ 80 para a casa de R$ 90 nos meses de maio, junho e julho, em função do hábito de ir ao supermercado várias vezes durante a semana que foi substituído pelas grandes compras de mês.

Ao avaliar os números, o presidente em exercício da Fecomércio AM, Aderson Frota, diz que a influência dos números positivos está atrelada à antecipação no avanço da doença na região, ou seja, os estados que sofreram primeiro com pico da pandemia, ao passo que a região Sul, teve os primeiros casos do novo coronavírus no final de junho, período com maior intensidade. E concorda que o isolamento precoce favoreceu a relação do poder de consumo por meio dos canais digitais, principalmente, tendo como aliado a utilização do cartão de crédito.

“Nós podemos afirmar que o poder de compra dos consumidores do Norte e Nordeste, estão diretamente ligados ao uso expressivo dos uso dos meios digitais de pagamentos foram realmente  predominantes. O uso do cartão de crédito, os TEDs, as compras realizadas por drive-thru, além das entregas em domicílio, foram os grandes motivadores do consumo”. 

Na mesma direção, o presidente da assembleia da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Ataliba Filho, entende que o isolamento social demandou gastos fora do habitual. Itens de material de construção para reformas residenciais, além dos gêneros alimentícios com idas mais frequentes aos supermercados, realmente elevaram o consumo durante a pandemia. “O consumo foi maior nesses setores. Com a abertura dos serviços não essenciais, esse aumento se estendeu para calçados, vestuário, eletroeletrônico e outros. Superando mesmo índice do mesmo período do ano passado”. 

O estudo foi realizado a partir de uma consulta ao banco de dados da empresa e leva em conta os gastos no cartão de crédito de cerca de 700 mil clientes do pag!. A análise não traz quaisquer dados confidenciais que permitam a identificação dos consumidores.

Além do Amazonas, o Pará foi o lugar onde esse índice mais avançou, superando a casa 9 pontos percentuais no período. Houve crescimento também em outros Estados do Norte, o Acre registrou 6,8% e Amapá 6,63%.

Outros dados

O gasto médio por ramo de atividade básica, indicou redução de 50% nos desembolsos destinados para a Educação. O que é considerado um indicador preocupante e com impactos de longo prazo, caso essa diminuição ocorra por um período muito extenso. 

Em todos os Estados do Nordeste os gastos diários dos habitantes da região subiram durante o período analisado: Piauí (+5.74 p.p), Alagoas (+ 5.62 p.p), Maranhão (+5.43 p.p), Ceará (+ 4.89 p.p), Paraíba (+ 3.63 p.p), Rio Grande do Norte (+ 3,42 p.p), Bahia (+ 3.27 p.p), Sergipe (+ 3.21 p.p) e Pernambuco (+ 1.75 p.p).

Os gastos dos habitantes de Minas Gerais (+2,63) e Espírito Santo (+0,75) cresceram no período, movimento contrário ao verificado no Rio de Janeiro e em São Paulo.

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