Nokia planeja aumentar vendas em pelo menos 10%

Premiada pela sétima vez como uma das maiores exportadoras do PIM (Polo Industrial de Manaus), a Nokia do Brasil Tecnologia se prepara para crescer até 10% em 2010, que é a previsão de incremento do mercado de celulares no país. A direção da empresa garante que a fábrica de Manaus está preparada para produzir o que o mercado brasileiro precisar.
O diretor geral da Nokia, Paul Evans, informou que esse mercado acompanha a evolução de crescimento do país que deve crescer entre 5% e 10%. Superada a situação de crise econômica global, o executivo avaliou que o Brasil passou dessa fase com elegância e voltou a crescer. “A economia está sendo retomada, as coisas estão se aquecendo, precisamos reavaliar, inclusive renovar nossos modelos no mercado, o que envolve investimentos ainda a serem definidos”, disse.

Apesar de não informar números de produção, Paul Evans disse que a Nokia está bem situada no segmento em que atua e vai continuar investindo em sua planta local onde está gerando em torno de 1.500 empregos diretos. “Se incluída toda a cadeia de fornecedores, geramos mais 1.500 postos de trabalho”, assegurou.
Segundo Paul Evans, o mercado de celular continua crescente com grande expectativa de crescimento e 2010 será um ao positivo. Ele informou que nos últimos dois anos a Nokia investiu pesado em novas tecnologias, na gestão de pessoal para trazer produtos de maior valor agregado. Toda a produção da Nokia no Brasil se concentra em Manaus, que abastece o mercado interno e outros países. “Existem modelos importados de outras unidades da empresa de fora do país que são vendidos no mercado brasileiro”, informou.

Ao participar da entrega do “Prêmio Cunhantã” concedido às empresas com melhores resultados em 2009 pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Paul Evans disse que é bom ser premiado pela autarquia, uma parceira da empresa, que apóia nos momentos mais difíceis. “Essa premiação reflete muito bem o trabalho da Suframa”, afirmou, ressaltando que a empresa recebe o prêmio consecutivamente desde 2002, quando foi lançada a primeira edição do prêmio, sempre como a maior exportadora. A Nokia está em Manaus desde 1998.

Moto Honda promete novos investimentos para o polo

A ida da Nokia para a Terra do Fogo, na Argentina, não vai gerar nenhum impacto nos negócios da empresa no PIM, porque não envolverá nenhuma transferência fabril. Paul Evans disse que a negociação não vai afetar a fábrica de Manaus nem os trabalhadores e equipamentos. “Aqui tudo vai se manter; lá será uma nova fábrica de celular que está sendo negociada com o governo argentino”, assegurou, informando ainda que por conta de mudanças na legislação daquele país, a Nokia está procurando atender os requerimentos para se adequar.

O dirigente admitiu que irá haver mudanças de foco da Nokia mundialmente, mas que não irão atingir o Brasil.
Quanto ao retorno da Sam­sung com celulares produzidos em Manaus, Paul disse que a concorrência é sempre boa e esse retorno da coreana será vantajoso para o PIM, que terá excelentes fabricantes de celulares.

Dupla Premiação

A Moto Honda da Amazônia foi premiada como uma das três empresas que mais faturaram em 2009 no PIM, ou seja está entre as empresas que faturaram até US$ 10 milhões, de US$ 10 milhões a US$ 100 milhões e acima de US$ 100 milhões. A montadora japonesa aparece também na categoria “Maiores Empregadoras”.

O gerente jurídico da Moto Honda da Amazônia, Alfredo Fiel Santana, comentou que, apesar de o mercado de duas rodas ainda não ter retomado o crescimento esperado pelos fabricantes, a expectativa da empresa é positiva para 2010 tanto na produção como geração de emprego. “A Honda se prepara para fabricar neste ano 1,4 milhão de motocicletas contra 1,2 milhão no ano passado em 2009”, disse.

De acordo com Santana, a Honda tem novas projeções de investimentos para Manaus -apesar de não ter informado valores-, admitindo que a empresa constantemente está investindo no PIM. “Até o meio do ano vamos concluir uma fábrica de pintura de alumínio que requereu investimentos pesados”, informou, ressaltando que outros investimentos foram feitos antes da crise de 2009, mas não foram concluídos. “Tivemos que dar uma parada”, finalizou.

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