7 de maio de 2021

A HMD Global não desistiu de se tornar uma das três maiores fabricantes de celulares do mundo nos próximos três a cinco anos, e já começa a planejar um possível sucessor para o Nokia 9 PureView, que deve ser chamado Nokia 10, revelam documentos internos da companhia.

Sobre o próximo flagship, o arquivo obtido pelo site Nokia Mobile cita apenas que estão proibidos quaisquer comentários em rumores sobre o Nokia 10. É o único dispositivo citado no texto, e não dá para ter certeza de que seria mesmo o sucessor direto do Nokia 9 PureView, ou se um Nokia 9.3 ainda está nos planos da companhia.

De acordo com o documento, a responsável pela marca Nokia no segmento de dispositivos móveis deseja se manter como a grande queridinha do Google entre as OEMs Android, oferecendo todos os principais recursos de software da Gigante das Buscas em seus celulares.

A ideia, segundo o documento, é ser uma espécie de Pixel para todas as faixas de preço, com o sistema exatamente do jeito que os desenvolvedores projetaram, ou seja, com o mínimo de modificações possível, pois “Google fornece 95% de nossa inovação”.

Essa forte proximidade entre a empresa que tem a licença da marca Nokia e a desenvolvedora do Google pode ajudar a explicar o súbito sumiço de modelos Android One do mercado. O programa ficou restrito, basicamente, a aparelhos da HMD em 2020 e, talvez não à toa, a Gigante das Buscas anunciou recentemente, junto à Qualcomm, um grande investimento para ajudar a fabricante a desenvolver celulares 5G.

Em outras palavras, a HMD Global só quer pegar o Android e adaptar ao hardware de seus smartphones. Por um lado, a grande vantagem é que isso acelera o processo de atualização, e ajuda a companhia a manter a marca recém-atingida de 100% do catálogo em dia com a versão do sistema operacional.

Infelizmente, não há qualquer menção sobre o uso do software do Google nas câmeras dos celulares Nokia. Apesar de este não ser realmente um ponto fraco dos produtos da HMD, seria bem interessante ter a tecnologia de uma GCam nativamente em modelos de outras faixas de preço — e mais prováveis de chegar ao Brasil nos próximos meses.

“Direitos e deveres” da HMD frente à Nokia

Um trecho do documento trata do acordo entre a HMD Global e a Nokia, lembrando que cabe à primeira desenvolver, produzir, divulgar e vender os celulares da segunda, que por sua vez tem como responsabilidade traçar diretrizes e políticas com relação à qualidade do produto, além de marketing e segurança e direitos humanos na produção dos celulares. A dona da marca ainda pode exigir o encerramento da produção de qualquer dispositivo no caso de a HMD não atender aos requisitos da Nokia.

Além disso, o texto deixa claro o “foco em liderar mercados-chave: Índia, China, Rússia, Indonésia, Reino Unido, Alemanha, África do Sul, México e Estados Unidos”. Um ponto curioso é que a empresa pede para “não comprar nossos produtos com competidores” em apresentações e eventos.

Documento interno mostra forte parceira entre HMD Global, Nokia e Google para oferecer “Pixels para todas as faixas de preço” e buscar retorno ao top 3 das fabricantes de celulares até 2025; texto também fala em Nokia 10, possível próximo flagship da empresa

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