Nobel de Economia vê perigo de nova recessão

O economista e prêmio Nobel Paul Krugman acredita na possibilidade do teto da dívida americana, de US$ 14.3 trilhões, acabar não sendo elevado e que isso acarretaria uma desaceleração na economia, ou mesmo um novo mergulho na recessão. A avaliação está em artigo publicado nesta sexta-feira, 1º, no jornal “The New York Times”.
“Muitos comentaristas continuam complacentes sobre o teto da dívida; a gravidade das consequências caso o teto não seja elevado, eles garantem que no final os políticos farão o que devem fazer. Mas a complacência deixa escapar dois fatos importantes sobre a situação: o extremismo do moderno G.O.P (sigla em inglês para Grand Old Party, ou o partido dos republicanos) e a necessidade urgente do presidente Obama de demarcar uma linha na areia contra mais extorsão”, analisou Krugman.

Rating em revisão

O teto da dívida deve ser elevado até 2 de agosto. Agências de classificação de risco já alertaram que podem colocar o rating do país em revisão para rebaixamento do rating AAA, caso isso não ocorra. Na sexta, circularam rumores de que o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, deixaria o posto, caso o Congresso não aprovasse a elevação, o que já foi negado por Geithner.
Segundo Krugman, o fracasso em elevar o teto da dívida não somente interromperia os pagamentos de dívidas existentes, mas convenceria os investidores de que os EUA “não são mais um país sério e responsável”.
“Além disso, ninguém sabe o que um default dos EUA causaria ao sistema financeiro global, que é construído sobre a presunção de que a dívida do governo é o último ativo seguro”, explicou. “Mas confiança não é a única coisa em jogo. O fracasso em elevar o limite da dívida forçaria o governo a fazer drásticos e imediatos cortes de gastos, em uma escala que faria parecer pequena a austeridade imposta atualmente à Grécia”, concluiu.

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