A arte do ilusionismo é antiga.
Como num truque de mágica, os praticantes dessa arte se multiplicaram, ultrapassaram a barreira de serem considerados bruxos, e chegam aos dias de hoje tão populares como Dedi.
Aparentemente inacreditáveis, basta ter uma percepção mais apurada para que os truques se tornem tão fáceis de serem aprendidos, que até uma criança pode fazê-los.
“No meu aniversário de oito anos, meus pais me deram um presente dentro de uma caixa. Quando a desembrulhei e abri, lá estava um kit de mágicas, de brinquedo. Achei aquilo fascinante e desde então comecei a me interessar pelo assunto”, relembrou Raul Armonia Zaidan Filho, de apenas 17 anos, e já com uma extensa bagagem no mundo do ilusionismo.
Curioso como qualquer criança, Raul começou a ler livros sobre ilusionismo, hipnotismo e mentalismo. “No Brasil, a literatura sobre o assunto é limitada, então, aproveitando que o meu pai sempre viaja ao exterior, às vezes me levando junto, aproveitei para vasculhar esse material, e os apetrechos, vendidos geralmente em lugares mais afastados dos centros das cidades”, disse.
Hoje, já há quase dez anos praticando truques de mágica, Raul acumula quase dois mil deles em seus registros. “Faz um bom tempo que eu perdi a contagem, e nesses quase dois mil truques ainda considero as inúmeras variações na apresentação, que com certeza são elementos importantíssimos e indispensáveis na vida de um ilusionista que se preze”. Mas ele não esquece da primeira vez. “O truque era muito ruim. Consistia em colocar uma carta no bolso e ela se ‘transformava’ em outra. Claro que eu já tinha essa ‘outra’ carta no bolso, e constantemente era compelido a mostrar o conteúdo do mesmo, arruinando o truque. Mas na época era o que eu sabia fazer e muitas vezes quando eu acertava conseguia impressionar um tio ou algum familiar próximo”, riu.

Pais, os maiores fãs

E ainda como todo mágico que se preze, Raul também cria seus próprios truques. “Comecei a criá-los quando tinha onze anos, e guardo em um caderno que escondo à ‘7 chaves’. Quando se tem a base, basta ser criativo e coerente. É necessário pensar como seu espectador pensa e ver o que seria impressionante de se assistir, depois disso é só passar para o papel e começar a praticar. Como dizem, o céu é o limite”.
Raul e Iuçana, pais de Raul, lógico, são os maiores fãs do filho. “Eles são de outro mundo, de verdade. Tiram qualquer hora do dia pra ver algum truque meu e, quando passo algum tempo sem fazê-los, lá vem eles me cobrar uma ‘apresentação’. Tive o cauteloso trabalho de treinar minha mãe pra procurar os erros em meio aos meus truques e ela me ajuda bastante quando tenho que aperfeiçoar algum movimento ou apresentação. Vou criar um truque pra que eles nunca desapareçam da minha vida”.
E, se para Raul e seus truques, o céu é o limite, o mesmo ele pensa para suas apresentações. Seu maior sonho é ir para a terra mágica dos mágicos, Las Vegas. “Vegas é conhecida mundialmente como a terra dos cassinos, mas o que muitos desconhecem é que a cidade é também o berço da mágica. Tive a oportunidade de visitar a cidade duas vezes e fui basicamente a todos os shows de ilusionismo que estavam sendo apresentados naquela temporada. Minha vontade é um dia me apresentar no MGM Grand, cassino-hotel-teatro, palco de vários ilusionistas internacionais”.
Sobre seu futuro como mágico, Raul já tem uma certeza. “Encaro a mágica como um hobby, um passatempo, e muitas vezes uma fuga do estresse da vida de estudante. No entanto pretendo continuar a fazer meus truques e conciliar minhas apresentações com qualquer que seja minha carreira. Essa proeza será mais um truque que aperfeiçoarei”, riu.
Quem quiser contratar um show de Raul Zaidan pode ligar para: 9 8148-9921.

Íntimo com David Copperfield

E, também como todo mágico que se preze, Raul vai até onde o público está. “Costumo me apresentar em eventos fechados com agendamento prévio (incluindo muitos aniversários de familiares), mas de vez em quando saio às ruas com colegas ilusionistas para performances em público. Gosto bastante do Largo de São Sebastião. É um lugar ótimo pra abordar indivíduos e mostrar-lhes um pouco do que eu faço. Também já me apresentei em algumas entidades filantrópicas, em eventos restritos, bem como em algumas escolas”, listou.
Sobre os mágicos que admira, Raul começa aqui mesmo por Manaus com William Reiss, a quem o garoto considera como o grande responsável pelo seu interesse pela mágica. E ele vai longe. “No exterior tive a satisfação de ter quase 40 minutos de conversa, com direito a troca de e-mails, com os mestres Penn e Teller, e também um ótimo compartilhamento de ideias com um dos ilusionistas mais famosos do mundo: David Copperfield”, e tudo isso sem passe de mágica.
E ainda têm os mestres da magia que não conhecem Raul, mas são admirados por ele. “Existem inúmeros ilusionistas, que considero como norteadores e modelos para minhas apresentações, entre eles Joshua Jay, Derren Brown, Jay Sankey. Todos têm em comum um elemento primordial: o domínio de cena. Numa apresentação, não basta apenas ‘jogar’ o truque na cara dos espectadores. É necessário rebuscá-lo, torná-lo interessante e estabelecer que aquilo antes considerado impossível é, naquele momento, possível”, ensinou.

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