10 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

No mês das mães, varejo avança em desempenho no Amazonas

O volume de vendas do comércio varejista do Amazonas avançou 1,1% entre abril e maio, resultado que veio após a queda (-1,3%) do mês passado, no mesmo tipo de comparação. Em relação a maio de 2018, houve alta de 1,6% no Mês das Mães, bem abaixo do patamar do levantamento anterior (+6,7%).

Foi o suficiente para manter o acumulado do ano no azul pelo segundo mês seguido, pois houve expansão de 0,5% em relação ao primeiro semestre de 2018. Em 12 meses, o crescimento foi de 1,2%. Em abril, os números foram positivos em 0,2% e 1,8%, respectivamente. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, divulgados nesta quinta (11).

Na variação mensal, o Amazonas ficou acima da média nacional (-0,1%) e na sexta posição entre as 27 unidades da federação. A maior alta ocorreu no Amapá (+8,1%) e a maior baixa, em Minas Gerais (-1,5%). No semestre, o Estado ficou aquém do país (+0,7%) e no 16º lugar do ranking nacional. O melhor resultado veio do Espírito Santo (+7,6%) e o pior, do Piauí (-6,6%).

Em termos de receita nominal, foi registrada alta de 1,3% no confronto entre abril e maio – após a queda de 1,1% na sondagem anterior. Em relação a maio de 2018, a receita subiu 4,6%. Os acumulados do ano (+2,3%) e de 12 meses (+2,9%) também foram positivos. Os números mais altos do que os do volume de vendas são justificados pelo IBGE, pelo fato de o calculo não leva em conta a inflação.

Os números da variação mensal da receita levaram o Amazonas a um patamar acima da média nacional (+0,8%) e ao oitavo lugar no país, bem atrás do Amapá (8,5%) e muito à frente de Roraima (-1,3%), respectivamente, o primeiro e o último colocado. Nos números do semestre, o Estado despenca para a 22ª posição, ficando muito abaixo da média brasileira (+5%). A maior alta ocorreu no Espírito Santo (+12,1%) e a maior baixa, no Piauí (-2,6%).

“Sinal amarelo”

No corte por segmentos, o varejo ampliado do Amazonas – que inclui atividades mais dependentes de crédito, como veículos e suas partes e peças, bem como material de construção – amargou resultado inferior à média do setor na variação mensal (-0,2%) e em 12 meses (+5,3%). O contrário ocorreu frente a maio de 2018 (+2,2%) e no semestre (+2,7%).

No que se refere à receita nominal, os resultados do varejo ampliado foram positivos em relação a abril (+0,6%) no confronto com maio de 2018 (+5,6%) e nos acumulados do semestre (+5,3%) e dos 12 meses anteriores ao levantamento (+7,2%).

“O volume de vendas foi bem positivo em todas as comparações e veio a melhorar o acumulado, trazendo fôlego ao setor, que estava com crescimento quase zero no ano. Por outro lado, o desempenho do comércio ampliado não foi satisfatório. Isso acende uma luz amarela no setor, uma vez que também houve queda no mês anterior”, alertou o supervisor de disseminação de informações do IBGE-AM, Adjalma Nogueira Jaques.

Esperando melhoras

O presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Ataliba David Antônio Filho, não considera que o recuo nas vendas do varejo ampliado implique em queda significativa no nível de confiança do consumidor e lembra que o Mês das Mães é mais forte para outros segmentos.

“Vestuário, roupas, perfumaria e, em menor grau, eletroeletrônicos são os produtos que vendem melhor nessa época. A meu ver, o consumidor ainda estava e está retraído, à espera das reformas e de uma consequente sinalização mais incisiva da economia e do mercado de trabalho”, opinou.

Bancos e cadastro

O presidente em exercício da Fecomercio-AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), Aderson Frota, avalia que as brigas entre Executivo e Legislativo ajudaram a comprometer os resultados de um mês forte para o setor.

“Sofremos os efeitos da crise política, que atrasou a tramitação das reformas e deixou tanto consumidores, quanto investidores, retraídos em suas intenções de gastos. O emprego até cresceu, mas muito timidamente. Não fosse por isso, teríamos resultados muito mais positivos”, justificou. 

Para o dirigente, os números do segundo semestre devem ser melhores para o setor. Não apenas em função da aproximação de datas importantes, como o Dia das Crianças e o Natal – em menor grau, o Dia dos Pais –, como também por sinalizações positivas para o empresariado do varejo, conforme Frota.

“A aprovação da Reforma da Previdência nesta primeira votação foi uma sinalização muito positiva para a economia. O cadastro positivo é importante para o comércio. E o governo federal começa a perceber que não é mais possível conviver com taxas tão elevadas de juros no setor bancário brasileiro, que geram inadimplência e redução de consumo”, concluiu.

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