No Congresso, Hillary pede ajuda do Brasil contra armas nucleares

A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, pediu aos presidentes da Câmara e do Senado, Michel Temer (PMDB-SP) e José Sarney (PMDB-AP), ajuda do Brasil para evitar a proliferação mundial de armas nucleares. Na conversa, Temer defendeu o diálogo para a solução de conflitos internacionais em meio à disposição do governo norte-americano em convencer países latino-americanos a endurecer sanções contra o Irã, que mantém um programa nuclear.
“Acreditamos muito nas conversações diplomáticas entre os países para resolver os conflitos. Não acreditamos nunca no uso, por exemplo, da força para resolução de conflitos internacionais’’, afirmou.
O presidente da Câmara disse que transmitiu à secretária de Estado a “vocação’’ pacífica do povo brasileiro. “Ela registrou que era vocação do povo americano. Falou do Irã, mas saiu daqui com a convicção de que o Brasil tem essa capacidade de dialogar internacionalmente e ajudar na solução dos conflitos’’, afirmou Temer.
Hillary defende que o governo brasileiro apoie o endurecimento das sanções contra o Irã, para tentar forçá-lo a manter o programa nuclear nos limite do uso pacífico. Na conversa com os parlamentares, segundo Sarney, a secretária disse que o governo iraniano tem como objetivo conquistar hegemonia em todo o Oriente Médio com o seu poder bélico. “Ela colocou que o Irã não somente está desenvolvendo armas nucleares visando Israel, como procurando manter uma hegemonia em todo o Oriente Médio, e também dirigido aos povos árabes’’. A secretária vai pedir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para endurecer o tom com o Iraque. Segundo Sarney, a secretária expressou o desejo de convencer países aliados a lutarem contra as armas nucleares.
“Hilary Clinton pediu ao Brasil que colaborasse com a não-proliferação de armas nucleares. Tive oportunidade de dizer que o Brasil tem um tratado que proíbe qualquer armamento atômico nessa região, e tratado do Atlântico Sul que nos coloca contra armas nucleares.
Disse que, enquanto existisse uma arma nuclear na face da terra, a humanidade estava correndo algum perigo’’, afirmou.
O encontro com Temer e Sarney ocorreu na mesma semana em que o Departamento de Estado dos EUA, chefiado por Hillary, citou o presidente do Senado em relatório em que diz ver a corrupção no Brasil como “preocupante’’ e que “escândalos políticos domésticos’’ não param de ser revelados pela imprensa.

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