10 de abril de 2021

Nível de inadimplência com cheques é o menor em seis anos

A inadimplência com cheques sem fundos foi de 1,62% em agosto, a mais baixa registrada pela Serasa Experian desde fevereiro de 2005

A inadimplência com cheques sem fundos foi de 1,62% em agosto, a mais baixa registrada pela Serasa Experian desde fevereiro de 2005. É o que revela o indicador da empresa para cheques sem fundos, divulgada ontem. Considerando somente o oitavo mês deste ano, trata-se do menor volume de cheques devolvidos desde agosto 2004.
No acumulado do ano, os cheques também registraram seu menor volume de devoluções em seis anos. De janeiro a agosto de 2010, a inadimplência com cheques foi de 1,82%, o menor percentual registrado para os oito primeiros meses, desde 2004. Na comparação com igual período do ano passado, por sua vez, os cheques compensados caíram 9,3% e os devolvidos recuaram 26,5%, comprovando que a queda na inadimplência não é explicada pela menor utilização do cheque.
Para os economistas da Serasa Experian, os seguidos recuos na inadimplência com cheques caracterizam uma melhora em sua qualidade. Utilizado mais intensamente em compras à vista e parceladas, via pré-datado, para prazos mais curtos, o cheque volta a ser um bom meio de pagamento para os lojistas e consumidores.
“Por outro lado, diante do endividamento crescente e dos juros mais altos, os consumidores buscam alternativas de crediário com prazos mais longos para suas compras, para reduzir o valor das prestações, utilizando outros meios de financiamento que não o pré-datado”, analisam os economistas da Serasa Experian, por meio de texto distribuído à imprensa.
A perspectiva para os próximos meses, conforme os especialisas, é que a inadimplência com cheques continue caindo gradualmente, podendo sofrer algumas pressões com as promoções do Dia das Crianças e das festas de final de ano.

Estados e regiões

De janeiro a agosto, o Amapá foi o estado com o maior percentual de cheques devolvidos (11,26%). São Paulo foi o estado de menor percentual (1,38%). Entre as regiões, a Norte foi a com maior percentual de devolução de cheques nos oito primeiros mêses do ano, com 4,10%. Na outra ponta do ranking está a Sudeste, com 1,49%.

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